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Dólar sobe para R$ 5,54 com tarifa de 50% de Trump ao Brasil

Dólar fecha em alta a R$ 5,54 após anúncio de tarifa de 50% de Trump sobre produtos brasileiros. Veja impacto no mercado e na inflação.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
dólar

O mercado cambial brasileiro viveu uma quinta-feira de forte tensão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de agosto. A medida foi interpretada como retaliação política ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e causou impacto imediato na cotação do dólar, que chegou a subir 2% pela manhã. No entanto, a divisa encerrou o dia abaixo das máximas, sinalizando uma acomodação diante da surpresa inicial.

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Imagem: Bedneyimages – Freepik

Cotação máxima foi de R$ 5,621

Logo na abertura do mercado, o dólar à vista subiu 2%, cotado a R$ 5,619, próximo da máxima do dia, que chegou a R$ 5,621. No entanto, ao longo da sessão, o mercado assimilou a notícia e a moeda perdeu força, encerrando o dia com alta de 0,69%, a R$ 5,5416.

Dólar futuro também mostra ajuste

Na B3, o dólar com vencimento em agosto – o mais negociado atualmente – caiu 0,71% às 17h03, sendo negociado a R$ 5,5715, reforçando a percepção de que o mercado está ajustando suas expectativas diante do novo cenário.

Panorama das cotações do dólar

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,541
  • Venda: R$ 5,541

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,476
  • Venda: R$ 5,656

Medida surpreende e gera temor no mercado

Trump cita Bolsonaro e “relação injusta”

A decisão do presidente Trump foi recebida com perplexidade por analistas e agentes do mercado. Até então, o Brasil integrava uma lista de países sujeitos a uma tarifa de 10%, mas o anúncio da elevação para 50% pegou de surpresa o governo e os investidores. Na justificativa, Trump citou a “injustiça comercial” e os julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro como motivadores da medida.

Impactos potenciais na balança comercial

Apesar dos EUA manterem um superávit histórico com o Brasil, a medida pode prejudicar exportadores brasileiros, especialmente de petróleo, ferro, café, carnes, papel e celulose. Analistas da Hike Capital destacam que parte das empresas pode repassar os custos para os consumidores, pressionando a inflação.

Pressão inflacionária e possível alta de juros

Inflação pode acelerar nos próximos meses

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A valorização do dólar tende a impactar os preços de produtos importados e exportados, além de pressionar os custos de produção em setores que dependem de insumos dolarizados. Caso confirmada a vigência das tarifas de 50%, o cenário inflacionário pode se agravar, o que aumenta a possibilidade de revisão na trajetória de juros pelo Banco Central.

IPCA acima do esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,24% em junho, acumulando alta de 5,35% em 12 meses. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que projetavam 0,20% para o mês. A inflação acima do esperado aumenta a cautela do mercado em relação aos próximos passos da política monetária.

Governo tenta manter alíquota elevada do IOF

IOF
Imagem: Freepik e Canva

Paralelamente à crise comercial, o governo brasileiro tenta sustentar o decreto que elevou o IOF. Em reunião com senadores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a legitimidade da medida, mas não houve consenso. O tema será tratado em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal no dia 15.

Expectativas para o câmbio nos próximos dias

Menor entrada de dólares preocupa

A valorização da moeda norte-americana também reflete a expectativa de queda nas exportações brasileiras aos EUA e menor ingresso de divisas no país. Além disso, a manutenção dos juros altos nos Estados Unidos reduz o apetite por mercados emergentes e aumenta a atratividade dos títulos do Tesouro americano.

Risco de volatilidade continua alto

Especialistas alertam para a possibilidade de maior volatilidade no mercado de câmbio nas próximas semanas, à medida que se aproximam as sanções prometidas por Trump. A resposta do governo brasileiro também será crucial para definir o rumo do dólar.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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