O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (10) em queda. Por volta das 13h, a moeda americana recuava 0,47%, cotada a R$ 5,4101. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,84%, aos 142.807 pontos. O dia é marcado pela divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que movimentam o radar econômico dos investidores, além do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dólar recua e bolsa dispara enquanto investidores monitoram inflação e Bolsonaro
Dólar cai e bolsas sobem com dados de inflação no Brasil e EUA. STF julga Bolsonaro, e mercado financeiro reage a cenário político e econômico.
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Julgamento de Bolsonaro no STF

Contexto do julgamento
Nesta quarta-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento conhecido como “trama golpista”. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelas condenações dos réus. Hoje, foi a vez do ministro Luiz Fux se manifestar.
Voto do ministro Luiz Fux
Fux descartou a acusação de crime de organização criminosa e votou pela absolvição de Bolsonaro e outros sete réus, defendendo a nulidade da ação penal por entender que o STF não é a corte adequada para julgar o caso. Ele destacou que a imputação do crime exige mais do que reuniões, pluralidade de agentes e plano delitivo. Com isso, o placar atual está 2 a 0 pela condenação.
Repercussão internacional
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, comentou que os EUA estão dispostos a “usar meios militares” para proteger a liberdade de expressão, em referência a uma eventual condenação de Bolsonaro, embora não haja ações adicionais contra o Brasil no momento. O Itamaraty emitiu nota condenando “o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força” contra a democracia brasileira.
Dados de inflação no Brasil
IPCA de agosto
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho. O acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, ligeiramente acima da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%.
Impacto no mercado
O resultado veio próximo das projeções do mercado, que esperava uma queda mensal de 0,15% e taxa anual de 5,09%. A desaceleração da inflação reforça a percepção de estabilidade econômica, beneficiando o mercado financeiro.
Inflação nos Estados Unidos

Índice de Preços ao Produtor (PPI)
Nos EUA, o PPI de agosto subiu 2,6% na comparação anual, abaixo da expectativa de 3,3%. Na comparação mensal, o índice caiu 0,1%, contrariando a estimativa de alta de 0,3%. O núcleo do PPI, que exclui alimentos e energia, avançou 2,8% na base anual, também abaixo da previsão de 3,5%.
Reações políticas
O presidente Donald Trump comemorou os resultados e voltou a pressionar pelo corte da taxa de juros. Paralelamente, o Senado aprovou a indicação de Stephen Miran para integrar o Federal Reserve, reforçando a influência de Trump nas decisões do banco central americano.
Movimentações do dólar e do Ibovespa
Dólar
- Acumulado da semana: +0,42%
- Acumulado do mês: +0,26%
- Acumulado do ano: -12,04%
Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,72%
- Acumulado do mês: +0,13%
- Acumulado do ano: +17,73%
O dólar recua diante do cenário de inflação controlada e da perspectiva de estabilidade econômica nos EUA e no Brasil, enquanto o Ibovespa sobe com o apetite por ativos de risco.
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Indicadores globais e bolsas internacionais
Wall Street
Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq registraram recordes intradiários após dados de inflação mais mornos. O Dow Jones caiu 0,19%, enquanto o S&P 500 avançou 0,48% e o Nasdaq subiu 0,33%. Destaque para a Oracle, que teve forte valorização.
Europa
As bolsas europeias operam em alta, com destaque para o setor de varejo e saúde. O índice europeu STOXX 600 subiu 0,5%, o CAC 40 avançou 0,8%, impulsionado pela Inditex e pela farmacêutica Novo Nordisk, que anunciou cortes de custos.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em alta. O Nikkei subiu 0,9%, o Hang Seng avançou 1,01%, o índice de Xangai teve alta de 0,13% e o CSI300 subiu 0,21%, com sinais de recuperação na indústria chinesa.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar é influenciado por fatores domésticos e internacionais, como inflação, política monetária, cenário político e decisões do Federal Reserve. Eventos como julgamentos de figuras políticas e indicadores econômicos podem provocar volatilidade na moeda.
Conclusão: atenção ao cenário econômico e político
O mercado financeiro segue atento a fatores econômicos e políticos. A queda do dólar e a alta do Ibovespa refletem dados de inflação mais moderados no Brasil e nos EUA, indicando menor pressão sobre os preços. Ao mesmo tempo, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF gera incerteza política, com possíveis impactos internos e nas relações internacionais. A nomeação de Stephen Miran para o Federal Reserve e as movimentações das bolsas globais reforçam como decisões externas e internas influenciam diretamente a confiança dos investidores e o desempenho do mercado financeiro.
