No fim da manhã desta segunda-feira (17), o dólar passou a operar em queda. Isso ocorreu, após o começo de negociações em alta, acompanhando o desempenho internacional da divisa norte-americana. A sessão teve como marca, a aversão a risco no exterior, diante do receio da propagação do coronavírus, e dados fracos da China.
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Dólar começa a operar em queda nesta segunda-feira (17)
Ao meio dia de hoje, mais especificamente às 12:25, a moeda norte-americana recuou 0,17%. Dessa forma, chegou à cotação de R$ 5,2618. Vale ressaltar, que na última sexta-feira (14), o dólar fechou em queda de 0,78%, a R$ 5,2705. Entretanto, teve um avanço de 0,83% na semana. Já na parcial do mês, o dólar apresenta queda de 2,96%. E no ano, a alta é de 1,61%.
Economia no Brasil e no mundo
No exterior, um possível início de nova onda de coronavírus em países asiáticos, atrelado a dados da China abaixo do esperado, superavam a positividade sobre a reabertura da economia britânica. As vendas no varejo, bem como a desaceleração da produção industrial da China, ficaram bem abaixo das estimativas. Autoridades do país já alertavam sobre os novos desafios que limitam a recuperação da economia da China.
Paralelo a isso, no Brasil, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), apresentou alta de 3,24% em maio. Além disso, em abril o índice cresceu 1,58%, pressionado pelos preços do atacado. Com esse resultado, o IPG-10 possui alta de 12,70% em 2021, bem como de 35,91% no período de 12 meses.
Analistas do mercado financeiro também citam uma elevação na estimativa de inflação em 2021. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central, ao invés de 5,06%, estima-se inflação de 5,15%.
Além disso, o mercado mantém em 5,50% ao ano, a previsão da taxa básica de juros (Selic) no fim de 2021. Já para o fim de 2022, a estimativa passou de 6,25% para 6,50% ao ano. No que diz respeito à projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021, estima-se recuo de R$ 5,35 para R$ 5,30. Já para o fim de 2022, caiu de R$ 5,40 para R$ 5,35 por dólar.
