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Dólar em queda e patamar já é o mais baixo desde dezembro

Dólar atinge seu patamar mais baixo desde dezembro de 2021. A queda tem relações tanto com políticas monetárias nacionais como globais

Vitor GuerraPor Vitor Guerra3 min de leitura
Imagem de notas de dólar com uma seta vermelha em zigue-zague vertical sobre a imagem, representando a queda do dólar

Logo depois do anúncio do Banco Central (Bacen) sobre o aumento da taxa de juros em 0,75%, com a sinalização de que esses reajustes continuarão acontecendo, imediatamente o mercado respondeu e o dólar atingiu o patamar mais baixo desde dezembro do ano passado, chegando hoje (10/05) no preço de R$ 5,20. 

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Dólar continua em queda

Apesar disso, a política monetária do Bacen no último ano foi marcada pela queda acentuada da taxa de juros base da economia (taxa Selic). Como resultado, no começo de maio tivemos, pela primeira vez desde a criação do plano real, uma taxa de juros negativa. Isto é, a taxa de juros base era menor do que a inflação acumulada no mesmo período. 

Com as questões domésticas, a crença de que o banco central americano (FED) manterá a injeção de crédito na economia e a taxa de juros em patamares constantes contribuíram para uma queda global da moeda norte-americana.  

Nesse sentido, apenas tal desvalorização do dólar já refletiria no valor do real, que foi impulsionado ainda mais pelas medidas protetivas do Bacen, que nos últimos meses vinha mostrando uma política mais frouxa em relação ao valor de sua moeda.  

Simultaneamente, a política adotada pelo FED ajuda a recuperar uma depreciação acentuada do real em relação à moeda global, fenômeno que vinha acontecendo nos últimos meses. Nesse meio tempo, a moeda sul-americana foi uma das que mais teve seu valor depreciado, figurando no top 6 das mais afetadas do mundo. 

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Por fim, devemos esperar o posicionamento a longo prazo do Bacen, bem como esperar as medidas do FED. Todavia, tudo indica que o Real deve se valorizar ainda mais frente ao dólar nos próximos meses. Agora, portanto, parece ser a hora de recuperar o espaçamento de juros e moeda que se fez presente na comparação entre as duas moedas e suas economias.  

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imagem: 1599686sv / shutterstock.com

Vitor Guerra

Autor

Vitor Guerra

Estudante de economia na USP, ligado no mercado financeiro global e apaixonado por futebol e filmes velhos.

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