Com o resultado das eleições no último domingo (30) e a eleição de Lula (PT) como presidente do país, o dólar registrou queda de 3,3% no decorrer da semana. Logo no dia seguinte ao 2º turno, a moeda norte-americana caiu 2,54% e surpreendeu o mercado financeiro.
Dólar em queda com vitória de Lula: entenda os motivos
Alguns motivos explicam o dólar em queda após o resultado das eleições que elegeu Lula como presidente do país.
Os analistas esperavam que, caso Lula fosse eleito, haveria um fluxo de saída do capital, visto que o ex-presidente é visto como alguém que defende uma política econômica expansiva.
Não foi o que aconteceu. Existem alguns motivos que explicam a desvalorização do dólar perante ao real. Veja.
As informações são do InfoMoney.
Incerteza do futuro político
Com o fim da incerteza do cenário político no país, com um nome já definido para assumir a presidência da República, o fluxo de capital tende a aumentar, já que os investidores, a partir desse momento, sabem de que forma vislumbrar o futuro próximo para a economia.
Os posicionamentos de Lula ao declarar que não trabalhará com medidas econômicas radicais, e a indicação de um nome que agrade o mercado para o Ministério da Economia, também são fatores positivos nesse sentido.
Para assumir a pasta econômica, o nome de Henrique Meirelles é cotado e os analistas aprovam a ideia. Além disso, Lula é visto com bons olhos no cenário internacional.
Risco político
Como Bolsonaro é um líder em constante conflito com os demais poderes, o risco político do país durante seu governo foi considerado alto. Com Lula sendo visto como um líder democrata que tem respeito ao Judiciário e Legislativo, esse risco tende a diminuir e afetar o mercado de forma positiva.
Ainda havia o temor de um atentado contra a democracia por parte do governo em exercício ou de seus apoiadores.
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Fim do ciclo de altas da Taxa Selic
Recentemente, o Banco Central anunciou o que se espera ser o fim da do ciclo de altas da taxa básica de juros, a Selic. A autoridade monetária, diante da realidade econômica externa e interna, começou a subir os juros antes de outros países, o que faz com que agora, nesse momento, o mercado brasileiro consiga estar “adiantado” quando comparado aos outros.
Com os juros em tendência de queda, os investimentos de maior risco passam a ter, novamente, uma projeção.
Todo esse movimento tende a beneficiar o mercado interno, o que interfere diretamente na valorização do real perante moedas estrangeiras.
Imagem: BW Press / shutterstock.com
