O dólar comercial iniciou esta terça-feira, 18 de junho de 2025, cotado a R$ 5,48, refletindo as incertezas no cenário internacional e as tensões na política econômica doméstica.
Dólar comercial em tempo real: veja a cotação atualizada
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real. Veja como a alta da moeda impacta preços no Brasil e entenda as projeções para 2025.
A oscilação da moeda americana vem acompanhada de fatores como a guerra tarifária entre Estados Unidos e China, decisões fiscais do governo brasileiro e ações do Banco Central (BC) no mercado de câmbio.
Acompanhe aqui a evolução da cotação do dólar em tempo real e entenda como essas variações impactam diretamente o cotidiano do brasileiro, desde o valor dos combustíveis até o custo de viagens internacionais.
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O que influencia a cotação do dólar hoje

Câmbio instável diante de tensões externas
A elevação de tarifas mútuas entre os Estados Unidos e a China, que intensificou-se nos últimos meses, provocou instabilidade nos mercados financeiros globais.
Essa escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo tem como efeito colateral o fortalecimento do dólar frente a moedas de países emergentes, como o real.
Política fiscal interna também pesa
Internamente, as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aliadas a pressões por mais gastos públicos, causaram desconfiança no mercado e levaram o dólar a patamares históricos no fim de 2024.
A resposta foi imediata: aumento na procura por moeda americana e valorização frente ao real.
Cotação do dólar ao vivo: acompanhe os dados atualizados
A moeda americana, que abriu o dia em R$ 5,48, está sujeita a oscilações ao longo do pregão, que vai das 9h às 17h (horário de Brasília).
Durante esse período, investidores, empresas e instituições financeiras monitoram de perto a movimentação cambial, que pode sofrer influência de discursos políticos, indicadores econômicos e intervenções do Banco Central.
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Histórico recente da valorização do dólar
De novembro a dezembro de 2024: dólar bate recordes
O dólar começou sua trajetória de valorização mais agressiva no final de novembro do ano passado, atingindo R$ 6,00 pela primeira vez em um movimento que foi acelerado por declarações fiscais do governo federal.
O pico foi registrado em dezembro, quando a cotação atingiu R$ 6,26, maior valor nominal da história do real.
Intervenções do BC e tentativa de estabilização
Em resposta à disparada cambial, o Banco Central realizou diversas intervenções no mercado, como leilões de swap cambial e venda direta de dólares. O ministro Fernando Haddad classificou essas medidas como “corretas” e “necessárias” para evitar uma deterioração ainda maior da economia.
Apesar disso, especialistas apontam que as intervenções têm efeitos apenas momentâneos, e que o câmbio tende a se manter em patamar elevado enquanto houver desconfiança fiscal e pressão externa.
Projeções para o dólar em 2025
Tendência de estabilidade em níveis elevados
De acordo com analistas ouvidos por diferentes instituições financeiras, o dólar deve continuar oscilando entre R$ 5,50 e R$ 5,80 ao longo de 2025.
A expectativa é que o valor médio da moeda americana se estabilize próximo aos R$ 5,80, com margem de volatilidade, especialmente em meses de maior incerteza política e econômica.
O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), alerta que o câmbio pressionado pode continuar sendo repassado para os preços internos:
“À medida que o câmbio se consolida em patamar mais alto, as transações comerciais vão acontecendo com uma nova taxa e isso vai sendo incorporado aos preços”, afirma.
Principais fatores que devem manter o dólar valorizado
- Inflação persistente nos EUA, o que pode manter os juros americanos em níveis elevados, atraindo capital estrangeiro para lá.
- Risco fiscal interno, com aumento de gastos e déficits públicos recorrentes.
- Cenário político instável, sobretudo em ano pré-eleitoral, que gera incerteza quanto ao rumo da economia.
Impacto direto do dólar alto na economia brasileira
Produtos e serviços encarecem com dólar valorizado
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O encarecimento da moeda americana tem efeito cascata sobre diversos setores da economia brasileira. Isso ocorre porque o dólar influencia diretamente o custo de importações, combustíveis e matérias-primas. Entre os principais itens afetados, estão:
- Combustíveis: como a gasolina e o diesel têm parte do preço atrelado ao mercado internacional, o dólar alto tende a pressionar os valores nas bombas.
- Alimentos industrializados e insumos agrícolas: o trigo, o milho e a soja, por exemplo, são cotados em dólar. Isso encarece produtos como pão, óleo e carne.
- Produtos eletrônicos e tecnologia: notebooks, celulares e peças de reposição sobem de preço, já que a maioria é importada.
- Viagens internacionais: com o real desvalorizado, passagens, hotéis e serviços no exterior ficam menos acessíveis.
Inflação pode se intensificar
A alta do dólar tende a impulsionar a inflação de custos. Primeiro, ela pressiona a indústria e o setor agrícola, que enfrentam maior custo de produção.
Em seguida, as empresas repassam parte dessa elevação ao consumidor final. Esse ciclo, se não controlado, pode comprometer o poder de compra da população e afetar o desempenho econômico.
O que esperar do mercado cambial nos próximos meses

Copom, juros e expectativas de inflação
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisiva para o comportamento do câmbio. A depender da sinalização do Banco Central sobre a taxa Selic, investidores podem buscar mais segurança no mercado interno ou optar pela fuga de capitais.
Caso o Copom mantenha ou eleve os juros, o real pode se valorizar temporariamente. No entanto, se a percepção de risco fiscal continuar crescendo, o efeito será limitado.
Fatores externos também seguem no radar
A política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, continua sendo uma variável crítica. Caso os EUA mantenham os juros elevados, o apetite por risco nos mercados emergentes — como o Brasil — tende a cair, o que pressiona ainda mais o real.
Outro ponto de atenção é a relação entre China e Estados Unidos, cujos embates comerciais geram forte aversão ao risco e podem fortalecer ainda mais o dólar globalmente.
Conclusão
O comportamento do dólar em 2025 continua sendo um dos principais termômetros da saúde econômica brasileira. A moeda americana abriu o dia em R$ 5,48, com volatilidade esperada ao longo do pregão e expectativa de estabilidade em patamares elevados nos próximos meses.
Acompanhar a cotação do dólar em tempo real não é apenas relevante para investidores e empresas, mas para todo cidadão brasileiro, já que a alta da moeda impacta diretamente o custo de vida, os preços no varejo e a inflação.
Diante disso, decisões de política fiscal e monetária devem ser tomadas com cautela, sob risco de ampliar ainda mais a pressão sobre o câmbio e comprometer a recuperação econômica do país.
