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Dólar em queda e bolsa instável diante do impacto do ‘tarifaço’ e BC

Dólar inicia terça-feira em queda, enquanto o Ibovespa oscila. Investidores aguardam impactos do tarifaço de Trump sobre o comércio global.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
Dólar

Nesta terça-feira (8), o dólar comercial iniciou o dia em queda, com os investidores monitorando os efeitos do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre o cenário global. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump e impõe tarifas extras a dezenas de países.

Às 10h35, o dólar comercial recuava 0,19%, cotado a R$ 5,467. Já o dólar turismo também apresentava queda, acompanhando a tendência do mercado. A moeda vinha de duas sessões consecutivas em alta, e agora registra leve acomodação.

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Ibovespa opera sem direção clara

Ibovespa
Imagem: TAW4/Shutterstock.com

No mesmo horário, o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, recuava 0,18%, aos 139.243 pontos. O movimento reflete a cautela dos investidores diante das incertezas sobre os desdobramentos do tarifaço americano.

A bolsa chegou a abrir em leve alta, mas perdeu força com o avanço da aversão ao risco no exterior. Setores sensíveis ao comércio internacional, como siderurgia, papel e celulose, operavam com maior volatilidade.

O que é o tarifaço dos EUA

O “tarifaço” é um conjunto de tarifas adicionais imposto pelos Estados Unidos a diversos parceiros comerciais. Entre os principais produtos atingidos estão aço, alumínio, componentes eletrônicos e bens de consumo.

A medida, segundo o governo americano, tem como objetivo proteger a indústria nacional, mas gera preocupação no mercado global por elevar os custos de importação e provocar retaliações de outros países.

O temor é de que esse movimento gere uma nova onda de tensões comerciais, como ocorreu durante a guerra tarifária entre EUA e China em 2018 e 2019.

Por que o dólar está caindo

Apesar do risco externo, o dólar recua no Brasil por conta de fatores técnicos e expectativas internas.

Parte do movimento é correção das últimas altas. Além disso, há percepção de entrada de fluxo estrangeiro no mercado local, motivado pela valorização de commodities e melhora nas expectativas de crescimento.

A atuação do Banco Central, que segue atento à oscilação cambial, também influencia no comportamento do dólar.

Impactos do tarifaço no Brasil

O tarifaço pode atingir setores importantes da economia brasileira, sobretudo aqueles que dependem de exportações.

A indústria do aço e do alumínio é uma das mais afetadas. Empresas brasileiras que exportam para os EUA podem ver seus custos aumentarem, reduzindo competitividade.

Já o agronegócio observa com atenção possíveis alterações nas rotas comerciais globais, caso o tarifaço leve a um rearranjo entre países importadores.

Como o mercado reage

O mercado financeiro brasileiro responde com cautela. O dólar caiu nesta manhã, mas a tendência pode mudar a depender da evolução das medidas americanas.

O Ibovespa, por sua vez, segue volátil. Investidores estão divididos entre a expectativa de melhora econômica interna e o risco de desaceleração global.

Ativos de maior risco, como ações, tendem a sofrer com períodos de incerteza, o que justifica o comportamento do índice nesta terça-feira.

Expectativas para os próximos dias

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O foco dos investidores agora está nas reações internacionais ao tarifaço. Caso países afetados anunciem medidas de retaliação, o mercado deve reagir com maior aversão ao risco.

Internamente, os investidores também acompanham indicadores econômicos, como inflação, taxa de juros e desempenho das contas públicas.

A agenda da semana inclui divulgação de dados do IPCA e relatórios do setor de serviços, que podem influenciar o humor dos mercados.

Dólar e inflação: relação direta

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Imagem: Bedneyimages – Freepik

A queda do dólar pode aliviar a pressão inflacionária no Brasil, especialmente sobre combustíveis, alimentos e produtos importados.

Um dólar mais baixo reduz o custo de importações, o que tende a segurar preços internos. No entanto, o cenário ainda é incerto, e qualquer mudança brusca pode inverter essa tendência.

Por isso, a política cambial e a condução da taxa de juros pelo Banco Central permanecem no radar dos agentes econômicos.

Considerações finais

O mercado financeiro brasileiro vive mais um dia de incerteza, com o dólar recuando e o Ibovespa oscilando diante da tensão provocada pelo tarifaço dos EUA.

Investidores acompanham atentamente os desdobramentos internacionais e buscam entender o impacto das tarifas sobre o comércio global e a economia doméstica.

O cenário ainda exige cautela e atenção aos próximos passos da política externa americana e da resposta dos mercados mundiais.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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