Luiza Trajano é a dona do Magazine Luiza e uma das mais respeitadas empresárias do Brasil. Durante um evento realizado em Porto Alegre, a presidente do Magalu criticou a política de juros adotada pelo Banco Central nos últimos dias.
Dona do Magalu alfineta Banco Central sobre juro alto: ‘Não tem cabimento’
Dona do Magalu deixa claro porque é contra a alta taxa de juros do Brasil durante evento. Entenda a opinão dela
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa de juros do país em 13,75%. Tanto representantes do governo quanto empresários de vários setores foram contra a manutenção, já que inviabiliza o crescimento da economia.
Além disso, a líder do Magalu também falou sobre a concorrência com empresas chinesas e seus baixos preços. Luiza afirmou haver uma competição injusta e que os consumidores dessas marcas estão prejudicando a si mesmo ao fazer suas compras.
Dona do Magalu faz forte crítica à taxa de juros
Na quarta-feira (29), Luiza Trajano participou de um dos painéis da South Summit, evento de tecnologia e inovação que aconteceu em Porto Alegre. Nas suas falas, a dona do Magalu voltou a criticar a alta taxa de juros mantida pelo Banco Central.
De acordo com ela, uma taxa elevada como a atual só se justificaria em uma situação com excesso de consumo, algo que não acontece no país. Além disso, afirmou que “não tem cabimento” um país com a economia baseada em receita e renda dificultar a geração dos dois.
A presidente do Magalu, ainda, argumentou que a taxa atual desacelera a criação de empregos, sem empregos a população não tem renda para consumir, sem consumo o governo federal diminui as suas receitas e, consequentemente, não tem como cobrir o déficit público.
Concorrência da China
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Outro ponto abordado durante a conversa com a dona do Magalu foi a concorrência com os grandes e-commerces chineses. Luiza afirma que enquanto as empresas brasileiras tiverem que pagar 37% de imposto e as chinesas não, não há como competir.
Trajano também diz que a população brasileira que compra dos e-commerces asiáticos estão contribuindo para a diminuição de postos de trabalho e aumento do desemprego no país.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
