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Bancos não vão mais lançar Drex: entenda!

Raj Dhamodharan prevê que os bancos centrais, incluindo o Brasil com o Drex, vão se afastar das CBDCs voltadas para o varejo em 2025.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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O debate sobre as moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs) tem ganhado força nos últimos anos, mas uma previsão feita por Raj Dhamodharan, chefe da divisão de criptomoedas da Mastercard, sugere uma mudança significativa no rumo das discussões. De acordo com o especialista, 2025 será um ano crucial, marcando o afastamento dos bancos centrais de projetos voltados para o varejo. Em vez disso, o foco será o mercado de atacado, com as CBDCs funcionando principalmente entre bancos e instituições financeiras.

O cenário das CBDCs está em constante evolução, e as previsões de Dhamodharan abrem uma nova perspectiva sobre o futuro das moedas digitais no mercado financeiro global. Essa mudança de foco impacta diretamente países como o Brasil, que está avançando no desenvolvimento do Drex, sua própria moeda digital.

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A Evolução das CBDCs: Do Varejo ao Atacado

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Imagem: d.ee_angelo / shutterstock.com

Nos últimos anos, o conceito de CBDCs foi um dos principais temas de debate entre os banqueiros centrais em todo o mundo. As discussões giravam em torno da viabilidade tecnológica e dos benefícios dessas moedas digitais para o público em geral. No entanto, com o tempo, a importância das CBDCs voltadas para o varejo foi diminuindo.

Raj Dhamodharan destaca que os bancos centrais, cada vez mais, reconhecem que o setor privado está inovando de maneira eficaz, tornando menos urgente a criação de moedas digitais para o consumidor.

A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos teve um impacto significativo nesse processo. O presidente norte-americano demonstrou, desde sua campanha eleitoral, uma resistência às CBDCs, chegando a tratar a emissão dessas moedas digitais como uma ameaça à estabilidade do sistema financeiro. De acordo com Dhamodharan, a postura do ex-presidente influenciou a abordagem dos bancos centrais em relação às CBDCs.

“Há apenas alguns anos, muitos bancos centrais estavam considerando a viabilidade de emitir suas próprias moedas digitais. Hoje, muitos chegaram à conclusão de que o setor privado já está fazendo um bom trabalho. As moedas digitais do banco central focadas no público em geral não precisam ser uma prioridade”, explica Raj.

O Caso do Drex: A CBDC Brasileira

No Brasil, o Drex se tornou um dos projetos mais comentados dentro do contexto das CBDCs. O Banco Central do Brasil tem avançado nos estudos sobre a criação dessa moeda digital, que tem como objetivo facilitar as transações financeiras dentro do país. No entanto, o próprio Banco Central tem demonstrado uma certa cautela em relação ao uso do termo “CBDC” em suas comunicações, embora as conexões com “moeda digital de banco central” ainda apareçam nos documentos oficiais.

A previsão de Dhamodharan sugere que, caso a tendência global se confirme, o Brasil poderá repensar o foco do Drex, seguindo a tendência de direcionar a CBDC para o mercado de atacado, em vez de mantê-la voltada para o varejo. Com isso, as implicações do projeto Drex se alinhassem mais com as necessidades das instituições financeiras, ao invés de atender diretamente ao consumidor.

O Impacto das CBDCs para o Mercado Financeiro Global

Raj Dhamodharan prevê que, a partir de 2025, os bancos centrais se afastarão das CBDCs voltadas para o varejo, com foco em ativos digitais para o setor bancário. Segundo ele, os chamados “CBDCs de atacado” serão fundamentais para melhorar a liquidez institucional e permitir transferências de capital mais rápidas entre jurisdições.

Essas CBDCs voltadas para instituições financeiras, que podem facilitar as transações de grandes valores entre bancos, devem substituir os esforços anteriores voltados para o consumidor. Isso ocorre em um momento em que as moedas digitais privadas, como as criptomoedas, estão crescendo rapidamente e ganhando maior atenção dos investidores.

O Mercado de Criptomoedas: Resiliência e Crescimento

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Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

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Se as CBDCs parecem estar enfrentando um cenário de incertezas, o mercado de criptomoedas, por outro lado, segue em uma trajetória de fortalecimento, de acordo com Raj Dhamodharan. A indústria de criptomoedas tem demonstrado maior robustez, especialmente após a “limpeza” do setor, que viu a saída de empresas e projetos menos sólidos.

“A indústria de criptomoedas agora está em uma base mais forte. Os jogadores ruins foram expulsos do espaço (ou caíram espetacularmente). O acesso mais fácil aos ativos digitais atraiu mais investidores comuns, e isso, por sua vez, chamou a atenção de jogadores financeiros tradicionalmente avessos ao risco, como empresas de fundos mútuos”, afirma o especialista.

Essa evolução reflete um crescimento contínuo da confiança no mercado de criptomoedas, algo que pode influenciar ainda mais a forma como os ativos digitais são encarados no futuro próximo. Além disso, a tecnologia blockchain, que sustenta as criptomoedas, continua a ser uma das inovações mais promissoras no setor financeiro global.

Perspectivas para 2025: O Caminho das CBDCs e Criptomoedas

A previsão de Raj Dhamodharan para 2025 indica uma mudança significativa no cenário global das moedas digitais. A busca por CBDCs voltadas para o mercado de atacado pode redefinir a forma como as transações financeiras são realizadas entre bancos e instituições financeiras, sem o foco no consumidor final. Isso pode levar a uma redução no número de projetos voltados para o varejo, como o Drex no Brasil.

No entanto, o crescimento do mercado de criptomoedas e a adoção crescente da tecnologia blockchain apontam para um futuro promissor para os ativos digitais. A combinação desses fatores pode alterar a dinâmica do mercado financeiro global, trazendo novas oportunidades e desafios para governos, bancos e investidores.

Em um cenário de rápidas mudanças, é essencial acompanhar de perto as decisões dos bancos centrais e os avanços no setor de criptomoedas para entender os próximos passos dessa revolução digital.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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