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Galípolo explica: “Drex não é exatamente uma moeda digital de banco central”

Presidente do Banco Central afirma que Drex não será uma CBDC, mas um mecanismo para eficiência do crédito e uso de blockchain no sistema financeiro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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Durante o painel de abertura do Febraban Tech 2025, o presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Gabriel Galípolo, esclareceu que o Drex não deve ser encarado como uma CBDC (Central Bank Digital Currency) tradicional. Apesar de o projeto ter sido inicialmente interpretado como uma moeda digital, Galípolo afirmou que o Drex cumpre um papel diferente: o de eficientizar o mercado de crédito e a tokenização de ativos.

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Foco na eficiência financeira, não na desintermediação bancária

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Segundo Galípolo, o Drex é um mecanismo para impulsionar novos produtos financeiros e facilitar a concessão de crédito. “A agenda do Drex é muito mais uma DLT (Distributed Ledger Technology)”, explicou, reforçando que o Drex utilizará contratos inteligentes (smart contracts) e tokenização para otimizar processos como compra e venda, garantia de ativos e financiamentos.

Apresentação de Galípolo no Febraban Tech 2025

Evento reuniu grandes nomes do setor bancário

A apresentação de Gabriel Galípolo, amplamente divulgada pelo Banco Central, aconteceu durante a abertura oficial do Febraban Tech 2025, evento que reúne os principais líderes e inovações do setor financeiro. Em seu discurso, Galípolo deixou claro que o foco da instituição está em melhorar a experiência do cliente com o crédito e não em substituir a moeda tradicional ou o papel dos bancos.

O que o Banco Central pretende com o Drex?

Galípolo frisou que o objetivo do Drex é diminuir a percepção de risco por parte de quem concede crédito e aumentar a segurança para quem o toma, especialmente ao permitir a utilização mais eficaz de garantias colateralizadas, via blockchain.

Drex como motor para crédito colateralizado

O papel da tokenização no sistema financeiro

Um dos pontos centrais destacados por Galípolo foi o uso da tokenização de ativos reais, que poderá ser aplicada, por exemplo, a imóveis, automóveis e outros bens que hoje servem como garantia em operações de crédito. Ao transformar esses ativos em tokens digitais, o processo de validação e garantia se torna mais ágil, transparente e seguro.

Benefícios esperados para o consumidor final

Com a infraestrutura do Drex baseada em tecnologia blockchain, a expectativa é que os consumidores tenham acesso a linhas de crédito com menores taxas de juros, uma vez que os credores terão maior segurança quanto às garantias oferecidas. Além disso, será possível personalizar produtos financeiros com base no perfil do tomador, viabilizando o crédito sob medida.

Por que o Drex não será uma moeda digital como o real?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Emissão de moeda continua com os bancos

De acordo com o presidente do Banco Central, a emissão monetária no Brasil continuará sendo feita pelo setor bancário, como já ocorre atualmente. Ele explicou que toda a literatura e a política monetária brasileiras compreendem que a emissão de moeda é realizada por meio do crédito bancário, ou seja, endogenamente, sem intervenção direta do governo.

Evitando a desintermediação financeira

Uma das grandes preocupações envolvendo as CBDCs no mundo é a possibilidade de desintermediação bancária, ou seja, os cidadãos passarem a manter seus depósitos diretamente com o Banco Central. Galípolo foi taxativo ao negar essa possibilidade no caso brasileiro: “A agenda do Drex não passa por esse processo”.

O Drex e a política monetária

Debate entre moeda exógena e endógena

Galípolo também trouxe à tona um tema técnico importante: a diferença entre moeda exógena (emitida externamente pelo Estado) e moeda endógena (emitida dentro do sistema bancário por meio do crédito). Para ele, o Drex respeita o modelo atual de política monetária, não alterando a forma como o dinheiro é criado ou controlado no Brasil.

Alinhamento com o sistema financeiro nacional

O novo sistema está sendo construído para operar em conjunto com os bancos, fintechs e instituições financeiras, de modo a fortalecer o ecossistema sem causar rupturas. Ou seja, o Drex atua como infraestrutura de suporte e não como concorrente das instituições financeiras.

Como funcionará o Drex na prática?

Infraestrutura DLT e contratos inteligentes

A base tecnológica do Drex será uma DLT (Distributed Ledger Technology), que permite registro compartilhado de dados, semelhante ao blockchain. Além disso, contratos inteligentes serão usados para automatizar processos financeiros, como transferências, pagamentos e registro de garantias.

Integração com plataformas bancárias e fintechs

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Instituições financeiras autorizadas terão acesso à infraestrutura Drex para oferecer produtos personalizados aos seus clientes, com maior segurança jurídica e agilidade operacional. A expectativa é que as primeiras integrações ocorram ainda em 2025, com testes-piloto envolvendo grandes bancos e startups financeiras.

Vantagens e desafios do Drex

Potenciais benefícios do Drex

  • Redução de custos operacionais para bancos e consumidores
  • Maior segurança nas transações
  • Acesso facilitado ao crédito
  • Expansão da tokenização de ativos reais
  • Transparência e rastreabilidade de operações financeiras

Riscos e desafios apontados por especialistas

  • Complexidade na regulamentação dos ativos tokenizados
  • Necessidade de alfabetização digital e financeira da população
  • Segurança cibernética e proteção de dados
  • Inclusão de pequenas instituições no sistema Drex

Perspectivas futuras para o Drex

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Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

Foco na modernização do crédito brasileiro

O principal ganho do Drex, segundo Galípolo, será a transformação profunda na maneira como o crédito é concedido no Brasil. A expectativa é de que, com garantias mais eficientes e digitalizadas, os bancos estejam mais dispostos a oferecer crédito com taxas reduzidas e menos burocracia.

Avanços esperados para os próximos meses

A agenda do Drex é considerada prioritária dentro do Banco Central, e os testes devem ser intensificados no segundo semestre de 2025. A fase de produção comercial pode começar em 2026, com ampliação gradual da participação das instituições financeiras.

Conclusão: Drex como infraestrutura e não como moeda

O Drex, longe de ser apenas uma nova moeda digital, está sendo desenhado como uma infraestrutura de inovação financeira. Ele não substituirá o dinheiro físico nem digital já existente, mas sim complementará o sistema, otimizando o crédito, a garantia de ativos e a transparência.

As palavras de Galípolo deixam claro que o Banco Central brasileiro aposta em um modelo de inovação que respeita as estruturas existentes, ao mesmo tempo em que prepara o país para uma nova era do crédito digital.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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