O projeto do Drex, moeda digital do Banco Central (BC), passará por uma nova etapa no segundo semestre de 2025. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do BC, Rogério Antônio Lucca, que detalhou os próximos passos após a conclusão da segunda fase do piloto. A terceira fase do Drex deve aprofundar os testes com foco na criação de soluções de tokenização de ativos e na melhoria da qualidade do crédito digital no Brasil.
Nova fase do Drex quer melhorar crédito para milhões de brasileiros, diz BC
Banco Central confirma terceira fase do Drex com foco em tokenização e crédito digital no segundo semestre de 2025. Confira!
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O que é o Drex e qual seu objetivo

O Drex é o nome do projeto do Real Digital, a moeda digital emitida pelo Banco Central do Brasil. Diferente das criptomoedas privadas, como o Bitcoin, o Drex é uma moeda digital de banco central (CBDC), atrelada diretamente ao real e emitida por uma autoridade monetária. O objetivo principal do projeto é modernizar o sistema financeiro nacional, aumentando a eficiência, a transparência e a inclusão por meio de inovações tecnológicas.
Primeiras fases: testes e infraestrutura
Fase 1: implementação da plataforma
A primeira fase do piloto do Drex foi iniciada em 2023 e teve como foco a construção da infraestrutura tecnológica que sustenta a moeda digital. Essa etapa envolveu a colaboração de instituições financeiras e empresas de tecnologia para desenvolver um ambiente seguro, eficiente e compatível com o Sistema Financeiro Nacional.
Fase 2: testes com ativos tokenizados
A segunda fase, que se encerra neste primeiro semestre de 2025, concentrou-se em testar a emissão e o resgate de ativos financeiros tokenizados, como títulos públicos e depósitos. O BC também analisou a segurança e a escalabilidade das operações feitas em blockchain permissionada, tecnologia central ao funcionamento do Drex.
Terceira fase do Drex: foco em crédito e tokenização
Declaração oficial do Banco Central
Durante participação em evento sobre finanças digitais, o secretário-executivo do BC, Rogério Lucca, confirmou que uma nova fase será lançada após a entrega dos resultados da segunda etapa. A expectativa é que, no segundo semestre, haja uma especificação técnica detalhada sobre os próximos passos.
“A terceira fase do piloto Drex terá como principal foco a criação de soluções de tokenização e o aprimoramento do crédito digital”, afirmou Lucca.
Objetivo: melhorar a qualidade do crédito
Com a adoção de soluções de tokenização, espera-se aumentar a eficiência na concessão de crédito no Brasil. Isso significa oferecer mais segurança, velocidade e redução de custos nas operações, ao permitir que ativos digitais sejam utilizados como garantias ou instrumentos de liquidação.
Segundo o BC, a iniciativa também visa ampliar o acesso ao crédito para pequenas empresas e pessoas com histórico financeiro limitado, promovendo maior inclusão no mercado financeiro.
O que é tokenização e por que ela importa
A tokenização é o processo de transformar ativos reais, como imóveis, carros ou títulos financeiros, em representações digitais chamadas “tokens” que podem ser negociadas em redes blockchain. No contexto do Drex, essa tecnologia permitirá a movimentação de ativos de forma mais rápida, rastreável e transparente.
Vantagens da tokenização para o sistema financeiro
- Redução de custos operacionais: elimina intermediários e automatiza processos com contratos inteligentes.
- Mais liquidez: ativos tradicionalmente ilíquidos, como imóveis, podem ser fracionados e negociados com mais facilidade.
- Inclusão financeira: democratiza o acesso ao investimento e ao crédito com novos modelos de garantias.
- Segurança: operações registradas em blockchain são imutáveis e auditáveis.
Impacto no mercado e expectativa dos bancos
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Instituições financeiras demonstram interesse crescente no Drex, principalmente pelas possibilidades de inovação em crédito, investimentos e pagamentos. Com a expansão do projeto para uma terceira fase, bancos e fintechs devem intensificar suas parcerias com o BC para desenvolver soluções compatíveis com a moeda digital.
Especialistas apontam que a integração do Drex ao cotidiano bancário pode ocorrer de forma gradual a partir de 2026, com adoção plena prevista até o fim da década, dependendo dos resultados das fases de testes e regulamentações futuras.
Próximos passos do projeto

Lançamento das especificações
As especificações técnicas da nova fase do piloto devem ser divulgadas até o fim do terceiro trimestre de 2025. Elas irão orientar os participantes sobre os requisitos para desenvolver e testar soluções de tokenização e crédito digital no ambiente de testes do BC.
Participação de novas instituições
Espera-se que novos atores, especialmente empresas de tecnologia e startups especializadas em blockchain e tokenização, ingressem no projeto a partir da terceira fase. O BC deve ampliar o número de participantes, promovendo maior diversidade nas propostas e soluções testadas.
Conclusão
O avanço do projeto Drex para sua terceira fase representa um passo importante na digitalização da economia brasileira. Com foco na melhoria do crédito e na adoção de tecnologias de tokenização, o Banco Central busca tornar o sistema financeiro mais eficiente, transparente e acessível. A expectativa é que essas inovações transformem a forma como brasileiros se relacionam com o dinheiro, o crédito e os investimentos nos próximos anos.
O sucesso dessa nova etapa será determinante para a consolidação do Drex como uma ferramenta central na modernização financeira do país.
