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É melhor financiar ou alugar um imóvel?

Está pensando em se mudar e não qual destino escolher? Veja alguns prós e contras a serem considerados entre comprar ou alugar um imóvel

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva3 min de leitura
Pessoa segurando chaves e miniatura de uma casa

O sonho da casa própria é presente no cotidiano do brasileiro. Não ter que pagar aluguel e ter o próprio imóvel é uma motivação que as pessoas encontram para compor renda. Mas essa realidade muitas vezes fica inviável a depender dos valores, o que torna a saída pelo financiamento um caminho a se pensar. 

Todavia, nesta modalidade o interessado não consegue fugir dos juros, que podem elevar o preço total do imóvel em até três vezes. Neste caso, morar de aluguel ou se aventurar em um financiamento vai depender muito da realidade financeira da pessoa a longo prazo.

Financiamento 

Segundo dados do ImovelWeb, em agosto deste ano, o valor de um apartamento de 62 metros quadrados com dois quartos em São Paulo (SP) era de R$ 623 mil. Valor muito alto para quem pensa em adquirir à vista. Dessa maneira, o financiamento acaba sendo uma saída.

O financiamento leva em conta a taxa Selic, algo em torno de 13,5% de juros por ano. A depender das condições de pagamento da empresa financiadora e do quanto a pessoa tem de dinheiro para dar de entrada, pode ser uma boa saída, visto que os juros podem vir a ser mais brandos. 

Ao usar essa modalidade, é preciso focar nos juros, uma vez que o financiamento é como alugar dinheiro do banco.  Mas essa aquisição não deve ser analisada pelo ponto de vista dos valores, como também algumas possibilidades, no caso, se dentro deste período a pessoa perder o emprego e comprometer a poupança.

A depender da renda e das condições, se bem estudado e calculado, o prazo para quitar o financiamento, pode ser uma saída interessante. É preciso, neste caso, levar em conta a recomendação de especialistas para que a pessoa não venha comprometer mais que 30% da renda mensal. Quanto a entrada, pode ser usado o FGTS como um meio de abrandar os valores.

Aluguel 

Sem dúvidas este é um caminho muito menos burocrático e menos compromissado. O mês de aluguel costuma ser mais barato que as parcelas de um financiamento. Mas neste caso é preciso levar em conta o endereço preterido pelo morador. Segundo estimativa da revista Exame, o aluguel médio em São Paulo chega a R$3.476 em regiões centrais. 

Levando em conta o cenário financeiro de cada pessoa, caso se perceba em um momento incerto, é possível que a pessoa opte por encontrar um aluguel mais em conta, enquanto economiza valores para uma entrada maior, reduzindo as parcelas do financiamento. 

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Se a pessoa vive um estilo de vida de mudanças constantes, acaba sendo uma opção melhor a se considerar. Por outro lado, se a intenção é morar a longo prazo no endereço alugado, calcula-se que em 14 anos a pessoa já teria quitado um imóvel. 

Um ponto negativo neste cenário é que, por se tratar de um caminho menos burocrático, o dono do imóvel pode requisitá-lo de volta, o que levaria o morador a ter que buscar alternativas que se enquadrem a seu gosto e qualidade de vida. Nesse caso, é possível que se depare com valores mais caros com possíveis reajustes.

Entrar em um financiamento ou viver de aluguel é, no fim das contas, uma questão relativa e vai de caso a caso. O importante é sempre estar precavido a fim de evitar certos perrengues financeiros e dores de cabeça. De todo modo, estudar a fundo as opções sobre a mesa é essencial nessa futura empreitada.

Imagem: Alexander Raths / shutterstock.com

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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