A economia circular deixou de ser apenas uma iniciativa ambiental para assumir um papel estratégico dentro das grandes empresas brasileiras. No Grupo Casas Bahia, esse modelo de gestão já produz resultados financeiros relevantes. Em 2025, a companhia evitou perdas de R$ 255,6 milhões ao investir em ações como remanufatura de produtos, logística reversa e reciclagem de materiais.
Empresa economiza R$ 255 milhões ao ampliar ações de economia circular
Casas Bahia reduziu custos em R$ 255,6 milhões com economia circular em 2025. Veja o impacto da logística reversa e remanufatura.
Além do impacto positivo nas finanças, a estratégia também contribuiu para reduzir o desperdício de recursos e ampliar o reaproveitamento de equipamentos que, em muitos casos, seriam descartados prematuramente. Ao longo do ano, mais de 13 mil toneladas de produtos passaram por processos de recuperação, reutilização ou destinação ambientalmente adequada.
A iniciativa acompanha uma tendência crescente no varejo mundial, em que práticas sustentáveis deixam de ser apenas ações de responsabilidade socioambiental para se tornarem ferramentas de aumento da eficiência operacional.
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O que é economia circular
A economia circular é um modelo de produção e consumo que busca manter produtos, componentes e matérias-primas em uso pelo maior tempo possível.
Ao contrário do sistema tradicional — baseado em produzir, consumir e descartar — a proposta consiste em prolongar a vida útil dos materiais por meio de estratégias como reparo, remanufatura, reutilização e reciclagem.
Na prática, esse conceito reduz a necessidade de extração de novos recursos naturais, diminui a geração de resíduos e cria oportunidades de redução de custos para empresas.
Nos últimos anos, organizações de diversos setores passaram a incorporar esse modelo em suas operações como parte das políticas de sustentabilidade e governança corporativa (ESG).
Como o Grupo Casas Bahia aplica a economia circular

A estratégia adotada pela varejista reúne diferentes áreas da empresa em um único fluxo operacional.
Entre elas estão os centros de distribuição, as lojas físicas, o Departamento de Assistência Técnica (DAT), programas de reciclagem e iniciativas voltadas à logística reversa.
O objetivo é identificar produtos devolvidos ou equipamentos que possam ser recuperados antes de optar pelo descarte.
Esse processo permite aumentar o aproveitamento dos materiais e reduzir perdas financeiras relacionadas à substituição de mercadorias.
Remanufatura amplia a vida útil dos produtos
Um dos pilares da estratégia é a remanufatura.
Quando um produto retorna à empresa após uma devolução, ele passa por avaliação técnica para verificar suas condições de funcionamento.
Caso seja possível realizar reparos ou ajustes, o equipamento é recuperado e pode voltar ao mercado.
Em 2025, cerca de 45% dos produtos devolvidos passaram por esse processo de recuperação.
Além de evitar desperdícios, a medida reduz custos relacionados à reposição de mercadorias e melhora o aproveitamento dos recursos empregados na fabricação dos equipamentos.
Para o consumidor, a remanufatura também amplia a oferta de produtos revisados, mantendo padrões técnicos definidos pela empresa.
Logística reversa reduz custos e emissões
Outro elemento importante da operação é a logística reversa.
Em vez de realizar viagens exclusivas para recolher resíduos ou materiais destinados à reciclagem, o Grupo Casas Bahia aproveita os caminhões que retornam após abastecer lojas e centros de distribuição.
Essa otimização diminui deslocamentos desnecessários e melhora o aproveitamento da frota.
Como consequência, há redução dos custos com transporte, menor consumo de combustível e diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas às operações logísticas.
Esse modelo é frequentemente apontado como uma das práticas mais eficientes dentro da economia circular aplicada ao varejo.
Programa Reviva amplia reciclagem de materiais
A reciclagem também ocupa posição importante dentro da estratégia da empresa.
Por meio do Programa Reviva, criado em 2015, embalagens e diversos outros materiais retornam à cadeia produtiva em vez de serem enviados para aterros sanitários.
Somente em 2025, mais de 2,7 mil toneladas foram destinadas à reciclagem.
Desde o lançamento do programa, o volume acumulado já supera 35 mil toneladas.
Além do benefício ambiental, a iniciativa fortalece cooperativas de reciclagem parceiras, contribuindo para geração de renda e inclusão produtiva de trabalhadores do setor.
Destinação correta de eletroeletrônicos
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O descarte inadequado de equipamentos eletrônicos representa um dos principais desafios ambientais da atualidade.
Itens como celulares, computadores, pilhas e baterias contêm componentes que exigem tratamento específico para evitar contaminação do solo e da água.
Para enfrentar esse problema, o Grupo Casas Bahia mantém parceria com a Green Eletron, entidade responsável pela gestão da logística reversa de eletroeletrônicos.
Durante 2025, aproximadamente 3,8 toneladas de equipamentos e acessórios foram encaminhadas para reciclagem ambientalmente adequada.
A empresa também disponibiliza mais de 740 pontos de coleta distribuídos em lojas pelo Brasil para facilitar a entrega voluntária desses materiais pelos consumidores.
Controle ambiental garante rastreabilidade
Toda a movimentação dos resíduos segue procedimentos voltados ao cumprimento da legislação ambiental.
O transporte é registrado por meio do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), documento utilizado para acompanhar o deslocamento dos materiais até o destino final.
Após o processamento ou reciclagem, é emitido o Certificado de Destinação Final (CDF), que comprova o tratamento ambientalmente adequado dos resíduos.
Esses mecanismos aumentam a transparência das operações e permitem rastrear todo o ciclo de destinação dos materiais.
Sustentabilidade também gera ganhos financeiros
Os resultados obtidos mostram que práticas ambientais podem produzir benefícios econômicos significativos.
Ao recuperar produtos, reduzir desperdícios e otimizar sua logística, a companhia conseguiu evitar perdas superiores a R$ 255 milhões em apenas um ano.
Esse desempenho demonstra que iniciativas sustentáveis podem contribuir simultaneamente para:
- reduzir custos operacionais;
- aumentar a eficiência logística;
- diminuir desperdícios;
- fortalecer a gestão ambiental;
- ampliar o aproveitamento de recursos já disponíveis.
Cada vez mais empresas têm incorporado esse tipo de estratégia por perceberem que sustentabilidade e rentabilidade podem caminhar juntas.
Imagem: Reprodução
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