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Endividamento recorde pode prejudicar retomada da economia, diz BC

Endividamento recorde pode prejudicar retomada da economia, diz Banco Central. Confira mais sobre os dados publicados nesta semana

Bruna ValtrickPor Bruna Valtrick3 min de leitura
Duas cédulas de 100 reais com uma caneta em cima.

Com a chegada da pandemia de Covid-19 no país e no mundo, a economia de muitos países foi afetada negativamente. Nesse sentido, um dos principais fatores foi a alta do desemprego em diversos setores. No trimestre de 2021 encerrado em maio, segundo o IBGE, 14,6% dos brasileiros não possuíam um emprego formalizado, com carteira assinada. E de acordo com os especialistas, esse pode ser um dos fatores que dificulte a retomada da economia, que começa a ser vista com o avanço da vacinação no Brasil. Portanto, para saber mais sobre esses efeitos, continue lendo!

Endividamento recorde pode prejudicar retomada da economia, diz Banco Central

Dessa forma, o endividamento da população também aumentou. De acordo com dados divulgados nesta semana pelo Banco Central, a taxa de famílias endividadas em abril chegou aos 58,5%. Esse é o maior porcentual da série histórica, iniciada em janeiro de 2005. Isso significa que, para cada R$ 100 que uma família recebeu no último ano, ela já tem uma dívida contratada de quase R$ 60.

Já quando falamos no comprometimento da renda mensal familiar, o percentual ficou em 30,5% em abril. Um levantamento do Cemec-Fipe mostrou também que o conjunto de dívidas das companhias não financeiras no Brasil atingiu 61,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em março de 2021.

Então, com tudo isso, esse aperto no orçamento familiar, especialmente num momento de desemprego e inflação elevada, pode acabar atrapalhando a retomada do crescimento da economia no país. “Os juros vão subir, e as famílias que já estão endividadas terão opções de crédito ainda mais caras, o que pode comprometer a retomada do consumo no ano que vem”, afirmou Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, em entrevista ao portal InfoMoney.

Por fim, para complementar o cenário da economia, a taxa de poupança das famílias também caiu desde o início da pandemia. Segundo cálculos do Itaú Unibanco, o indicador chegou a ser de 31,1% no período entre abril e junho do ano passado. Porém, no primeiro trimestre desse ano, a taxa já voltou para 11,8%. Um dos fatores principais é que muitas famílias de baixa renda deixaram de receber o Auxílio Emergencial neste ano.

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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Bruna Valtrick

Autor

Bruna Valtrick

Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.

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