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Alívio no bolso? Preço do ovo cai em abril, mas café dispara 80% em 1 ano, diz IBGE

Ovo fica mais barato em abril, mas café acumula alta de 80% em 12 meses, segundo dados do IBGE.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos3 min de leitura
ovos

Os consumidores brasileiros tiveram um breve alívio em abril com a queda no preço dos ovos, que ficou 1,29% mais barato no mês, segundo o IBGE. A baixa ocorre após meses de aumento nos valores, impulsionados pela alta nas exportações para os Estados Unidos, que enfrentaram surtos de gripe aviária e viram a produção local despencar.

Além da demanda externa, o calor fora do comum em regiões produtoras do Brasil também influenciou a alta nos preços no início do ano. O estresse térmico nas galinhas reduziu a produtividade das granjas, o que pressionou ainda mais o valor do alimento.

Apesar da queda registrada em abril, os ovos ainda acumulam um aumento expressivo de 30% desde o início do ano. Ou seja, o alívio é pontual e ainda não representa recuperação total para o bolso do consumidor.

Leia mais: Alta nos alimentos: cesta básica tem reajuste de 1,6% em abril

Café dispara e se torna vilão da inflação

Vários grãos de café torrado cafeeiro falência
Imagem: Mark Daynes/Unsplash

Na contramão da leve trégua dos ovos, o café tem pressionado fortemente a inflação. O preço médio do produto subiu 80,2% nos últimos 12 meses, o que representa a maior alta registrada pelo IBGE nessa base de comparação desde dezembro de 2012.

Esse aumento expressivo tem impacto direto na cesta básica dos brasileiros, uma vez que o café é um item tradicional nas refeições e difícil de ser substituído. A disparada dos preços, além de pesar no orçamento, evidencia as oscilações do mercado de alimentos.

IPCA desacelera, mas alimentos ainda puxam alta

Apesar dessas variações pontuais, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou desaceleração em abril, ficando em 0,43%, após marcar 0,56% em março. A leve queda no índice foi influenciada por reajustes em medicamentos e alimentos, embora o ritmo de alta dos alimentos tenha diminuído em relação ao mês anterior.

Ainda assim, o grupo alimentação e bebidas continua sendo um dos principais responsáveis pela inflação. Mesmo com recuos em itens importantes, o impacto no dia a dia da população permanece evidente.

Queda nos preços de alimentos básicos

Além dos ovos, outros alimentos registraram queda de preços em abril. Entre os destaques estão o arroz (-4,19%), o feijão-preto (-5,45%), o óleo de soja (-0,97%) e o açúcar refinado (-0,29%).

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As carnes também apresentaram retrações em diversos cortes. Os maiores recuos foram observados na carne de porco (-0,64%), fígado (-0,54%) e costela (-0,51%). Outros cortes como capa de filé (-0,47%), alcatra (-0,29%), lagarto (-0,13%), linguiça (-0,08%) e contrafilé (-0,03%) também registraram leve baixa.

Alimentação no domicílio continua em alta

auxílio-nutrição programa
Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com

Mesmo com as quedas pontuais, o custo da alimentação em casa ainda subiu no mês. Segundo o IBGE, a alimentação no domicílio teve alta de 0,82% em abril, o que mostra que, no conjunto, os produtos alimentícios continuam pressionando o orçamento familiar.

Isso indica que, embora alguns itens tenham ficado mais baratos, outros continuam subindo, o que mantém o impacto no IPCA e dificulta a percepção de uma melhora efetiva no custo de vida.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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