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Senador afirma que disputará eleição pelas regras atuais e aceitará resultado

Flávio Bolsonaro afirmou que aceitará o resultado da eleição 2026 e apresentou propostas para endurecer penas por roubo de celular.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
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As eleições presidenciais de 2026 continuam movimentando o cenário político brasileiro, e uma das declarações que mais repercutiram nos últimos dias veio do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

Em entrevista à Band, o senador afirmou que aceitará o resultado das urnas eletrônicas caso seja derrotado, argumentando que acredita em uma atuação imparcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta eleição.

A fala marca uma mudança de discurso em relação às críticas feitas pelo grupo político de Flávio ao processo eleitoral de 2022. Além disso, o candidato aproveitou a entrevista para comentar propostas voltadas à segurança pública, incluindo o endurecimento das penas para crimes como furto, roubo e receptação de celulares.

Neste artigo, você entenderá o que Flávio Bolsonaro declarou, o contexto das afirmações, o que mudou em relação às eleições anteriores e quais são os impactos dessas propostas caso sejam implementadas.

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O que Flávio Bolsonaro disse sobre o resultado das eleições?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Durante entrevista concedida à TV Bandeirantes, Flávio Bolsonaro afirmou que reconhecerá o resultado das urnas nas eleições de 2026 porque acredita que o Tribunal Superior Eleitoral conduzirá o processo com imparcialidade.

Segundo o candidato, sua confiança está relacionada à expectativa de que o TSE adote medidas para garantir mais segurança e transparência durante o processo eleitoral.

Em sua declaração, Flávio afirmou:

“Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência.”

A manifestação ganhou destaque por representar uma posição diferente das contestações feitas pelo grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro após o pleito de 2022.

Por que a declaração chamou atenção?

O tema da confiança nas urnas eletrônicas ocupa espaço no debate político brasileiro há vários anos.

Após as eleições de 2022, integrantes do PL fizeram questionamentos públicos sobre o processo eleitoral e apresentaram pedidos de auditoria ao TSE. As urnas eletrônicas, porém, continuaram sendo consideradas seguras pela Justiça Eleitoral, que rejeitou alegações de fraude por falta de provas.

Ao afirmar que aceitará o resultado deste ano, Flávio sinaliza que disputará a eleição dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Ao mesmo tempo, ele manteve críticas ao funcionamento do TSE em 2022, afirmando acreditar que a atuação da Corte será diferente nesta eleição.

Como funciona o sistema eleitoral brasileiro?

O Brasil utiliza urnas eletrônicas desde 1996.

O sistema foi criado para tornar a apuração mais rápida, reduzir fraudes existentes no voto em papel e aumentar a segurança do processo eleitoral.

Entre os mecanismos adotados pela Justiça Eleitoral estão:

  • assinatura digital dos programas utilizados nas urnas;
  • testes públicos de segurança realizados antes das eleições;
  • auditorias conduzidas por instituições convidadas;
  • fiscalização por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades.

O TSE afirma que essas etapas permitem verificar a integridade do sistema antes, durante e após a votação.

Flávio comentou a Smartmatic e reconheceu um erro

Outro trecho da entrevista tratou de declarações anteriores sobre a empresa Smartmatic.

Flávio reconheceu que errou ao afirmar anteriormente que a empresa teria fornecido as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil.

Na realidade, as urnas são produzidas pela empresa Positivo Tecnologia.

Apesar da correção, o candidato afirmou que a Smartmatic teria participado de outras etapas relacionadas ao processo eleitoral, como treinamentos.

Proposta para aumentar penas por furto e roubo de celulares

Além das questões eleitorais, Flávio Bolsonaro apresentou propostas voltadas à segurança pública.

Uma das medidas anunciadas foi o aumento das penas para crimes envolvendo celulares.

Segundo o candidato, sua intenção é quadruplicar a pena mínima para:

  • furto de celular;
  • roubo de celular;
  • receptação de aparelhos roubados.

De acordo com a proposta apresentada na entrevista, a pena mínima passaria para oito anos de prisão nos casos mencionados.

Flávio também afirmou que pretende ampliar a exigência de trabalho por parte dos presos como forma de custear despesas do sistema prisional.

A proposta pode entrar em vigor imediatamente?

Não.

Mesmo que um candidato seja eleito presidente da República, mudanças nas penas previstas no Código Penal dependem da aprovação do Congresso Nacional.

O processo normalmente envolve:

  1. apresentação de um projeto de lei;
  2. discussão nas comissões da Câmara e do Senado;
  3. votação pelos parlamentares;
  4. sanção ou veto presidencial.

Portanto, a declaração representa uma proposta de governo, e não uma mudança automática na legislação.

Por que o roubo de celulares se tornou tema de campanha?

O furto e o roubo de celulares estão entre os crimes patrimoniais mais registrados em diversas capitais brasileiras.

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Além do prejuízo financeiro, especialistas apontam que os aparelhos passaram a concentrar grande quantidade de dados pessoais e acesso a aplicativos bancários, aumentando o impacto das ocorrências para as vítimas.

Nos últimos anos, governos estaduais e federais também passaram a desenvolver medidas para bloquear aparelhos roubados e dificultar sua revenda.

Nesse contexto, propostas para endurecer penas costumam aparecer com frequência nos debates eleitorais sobre segurança pública.

O que acontece agora?

Com o início da campanha eleitoral, os candidatos devem apresentar seus programas de governo e detalhar propostas para diferentes áreas, como economia, saúde, educação e segurança pública.

Ao longo da campanha, as declarações também poderão ser confrontadas em debates, entrevistas e sabatinas, além de dependerem, em muitos casos, de apoio político no Congresso para eventual implementação.

Para o eleitor, acompanhar essas propostas ajuda a compreender quais mudanças dependem apenas do Poder Executivo e quais exigem alterações na legislação brasileira.

Conclusão

A declaração de Flávio Bolsonaro sobre aceitar o resultado das urnas representa um dos principais destaques da campanha presidencial até o momento. Ao afirmar que reconhecerá o resultado da eleição de 2026, o candidato justificou sua posição pela confiança de que o TSE atuará com imparcialidade nesta disputa, ao mesmo tempo em que manteve críticas ao processo de 2022.

Na mesma entrevista, Flávio apresentou propostas para endurecer penas relacionadas ao furto, roubo e receptação de celulares, medidas que, caso avance uma eventual proposta de governo, dependerão da aprovação do Congresso Nacional para entrar em vigor.

Perguntas frequentes

Pessoa apertando o botão de Confirma na Urna Eletrônica
Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com

Flávio Bolsonaro disse que aceitará o resultado das eleições?

Sim. O candidato afirmou que aceitará o resultado das urnas nas eleições de 2026 por acreditar que o TSE atuará de forma imparcial.

Flávio voltou a criticar o TSE?

Ele afirmou que considera que a atuação do Tribunal será diferente da observada, segundo sua avaliação, nas eleições de 2022.

As urnas eletrônicas são fabricadas pela Smartmatic?

Não. Flávio reconheceu que se equivocou sobre esse ponto. As urnas utilizadas no Brasil são fabricadas pela Positivo Tecnologia.

A pena de oito anos para roubo de celular já está valendo?

Não. Trata-se de uma proposta apresentada pelo candidato durante a campanha. Qualquer mudança depende da aprovação do Congresso Nacional.

O presidente pode alterar sozinho o Código Penal?

Não. Alterações nas penas previstas na legislação penal exigem aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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