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Energia hidrelétrica: Eletrobras mira PMEs no mercado livre

Descubra como a Eletrobras está ampliando vendas de energia hidrelétrica para pequenas empresas. Confira oportunidades agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
fachada da Companhia eletrobras

A Eletrobras, maior geradora de energia elétrica do Brasil, está direcionando esforços para atrair pequenas e médias empresas (PMEs) no mercado livre de energia.

A estratégia busca aproveitar a demanda crescente por contratos mais competitivos e seguros em um cenário marcado por volatilidade nos preços e incertezas regulatórias em fontes renováveis, como solar e eólica.

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Imagem: Salty View / shutterstock.com

Nos últimos anos, muitas empresas de pequeno e médio porte migraram do mercado regulado para o livre em busca de preços mais atrativos.

Segundo Ítalo de Freitas, diretor de comercialização da Eletrobras, um volume significativo desses clientes agora está com os primeiros contratos chegando ao fim, abrindo espaço para novas negociações.

Por que PMEs estão migrando para o mercado livre

  • Tarifas reguladas altas: As distribuidoras e os encargos no mercado regulado têm elevado o custo da energia.
  • Flexibilidade nos contratos: O mercado livre permite escolher a fonte, o preço e a duração do contrato.
  • Estabilidade a longo prazo: Contratos com empresas sólidas reduzem riscos financeiros e de fornecimento.

“Estamos começando a ver um aumento, tem um volume grande desses que já migraram e que estão buscando renovação”, afirma Freitas.

Estratégia da Eletrobras na comercialização de energia

Após a privatização em 2022, a Eletrobras iniciou um processo de “descotização”, liberando grande parte da energia antes vinculada ao regime regulado. Isso permitiu à companhia vender energia no mercado livre e se beneficiar de preços mais elevados.

Foco em energia hidrelétrica

A empresa mantém seu portfólio majoritariamente hidrelétrico, considerado energia convencional, como principal produto a ser oferecido. Este tipo de energia tem atraído clientes que buscam estabilidade em meio a incertezas regulatórias sobre renováveis.

  • Vantagens da energia hidrelétrica:
    • Menor risco em comparação a solar e eólica.
    • Previsibilidade de fornecimento, mesmo em períodos de baixa geração solar ou eólica.
    • Benefícios para contratos de médio e longo prazo, com preços mais sustentáveis.

Freitas destaca: “Hoje, quem compra energia de renovável está entrando num grande risco. Isso é fato”.

Timing e volume de vendas

A estratégia da Eletrobras prevê concentrar maior volume de vendas no primeiro trimestre, deixando uma parte descontratada para o restante do ano. A aposta é que os preços de energia subirão ao longo dos meses, especialmente com o início do período úmido, quando há maior disponibilidade de água para geração hidrelétrica.

Parcerias estratégicas

Para expandir a capilaridade e alcançar clientes menores, a Eletrobras tem firmado parcerias com empresas como TIM e Banco do Brasil. Além disso, investe em digitalização dos sistemas de comercialização para agilizar processos e facilitar a experiência do cliente.

Energia convencional x incentivada: escolhas estratégicas

A recente medida provisória 1.300, publicada em maio, trouxe mudanças significativas para o setor de energias renováveis, incluindo regras mais restritas para autoprodução e possível fim de descontos na compra de energia incentivada.

  • Energia convencional: hidrelétricas, maior previsibilidade e menor risco.
  • Energia incentivada: solar, eólica e biomassa, sujeita a riscos regulatórios e de preço.

Freitas avalia que, diante das incertezas, a contratação de energia convencional oferece maior segurança, especialmente para PMEs que não podem assumir riscos elevados.

Impactos das mudanças regulatórias no mercado de renováveis

A medida provisória 1.300 ainda não foi apreciada pelo Legislativo e corre risco de caducar. Entretanto, seu conteúdo já influencia decisões empresariais, com clientes buscando contratos mais estáveis de energia hidrelétrica.

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Riscos para autoprodução e PPAs

  • Redução de incentivos fiscais para energia incentivada.
  • Limites mais restritivos para contratos de autoprodução.
  • Aumento do risco financeiro em investimentos em solar e eólica.

Diante disso, a Eletrobras posiciona sua energia convencional como alternativa segura e competitiva, especialmente para empresas que buscam estabilidade e previsibilidade de custos.

Crescimento do mercado livre e aprendizados

Lupa evidenciando logo da Eletrobras em página da web
Imagem: Pavel Kapysh / Shutterstock.com

O segmento de comercialização de energia tem passado por uma curva de aprendizado. Quebras de casas independentes e dificuldades financeiras de algumas gestoras mostraram a importância de parceiros robustos com portfólio diversificado.

  • Benefício para Eletrobras:
    • Maior confiança de clientes em empresas com ativos sólidos.
    • Potencial de crescimento no atendimento a PMEs.
    • Redução do risco de inadimplência ou falhas de fornecimento.

Segundo Freitas, a primeira onda de migração para o mercado livre trouxe desafios, mas agora a experiência acumulada permite oferecer contratos mais seguros e estruturados.

Conclusão

A Eletrobras aposta em uma combinação de energia convencional, parcerias estratégicas e digitalização para capturar o mercado de pequenas e médias empresas.

Com contratos de longo prazo e foco em previsibilidade, a companhia busca consolidar sua posição no mercado livre, aproveitando oportunidades geradas por mudanças regulatórias e pelo aumento da demanda de PMEs.

Essa movimentação também reflete a tendência de empresas priorizarem estabilidade e segurança frente a um cenário de preços voláteis e incertezas nas fontes renováveis, posicionando a Eletrobras como protagonista na comercialização de energia elétrica no Brasil.

Imagem: shutterstock / Salty View

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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