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Em crise, confira a lista de credores da Polishop, que inclui até o Google

Polishop em crise busca recuperação judicial para enfrentar dívidas. Saiba mais sobre a estratégia da empresa!

A empresa brasileira Polishop, conhecida por sua forte presença em vendas diretas e infomerciais, encontra-se num momento crítico de sua história. Na última semana, a varejista fez um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Em um movimento visto por muitos como um reflexo das dificuldades enfrentadas no mercado brasileiro, a Polishop viu-se obrigada a recorrer à justiça para reestruturar suas dívidas. O endividamento da empresa, que era de R$ 270 milhões no início de 2022, passou a ser de R$ 84 milhões em 2024, de acordo com declarações do seu fundador João Appolinário.

Credores da Polishop

De acordo com Appolinário, o cenário foi complicado pela pandemia, que afetou o fluxo de vendas físicas e online, o aumento expressivo do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), e uma recente crise de crédito disparada pelo caso das Lojas Americanas.

Portanto, o processo de recuperação judicial é uma tentativa da empresa de se manter ativa, protegendo-se contra credores e reestruturando sua forma de operar. Assim, confira os principais credores da Polishop, de acordo com o site do TJ-SP:

  • Google;
  • Microsoft Informática Ltda;
  • Itaú;
  • Banco Safra;
  • Banco Votorantim;
  • XP Industrial Fundo de Investimento Imobiliário;
  • TV Ômega Ltda;
  • BTN Informação do Trânsito e Serviços Aéreos Especializados Ltda;
  • OC Group Tecnologia da Informação Ltda;
  • Smarters Servicos de Internet Ltda;
  • Ingram Micro Brasil Ltda;
  • Gentrop Cloud Brasil Ltda Epp;
  • AD Shopping – Agência de Desenvolvimento de Shopping Centers Ltda.
fachada da loja Polishop.
Imagem: felipequeiroz / Shutterstock.com

Impactos da crise

Desde o início do processo de reestruturação, a Polishop teve que fazer ajustes significativos, incluindo o fechamento de mais de 100 lojas em shoppings e a redução de seu quadro de funcionários de 3 mil para cerca de 1.500. Além disso, mais de 50 ações de despejo foram movidas contra a empresa, demonstrando a gravidade da sua situação financeira.

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Enfim, embora a situação pareça desafiadora, a reestruturação pode abrir caminho para uma operação mais enxuta e focada. Com uma estratégia de negócio ajustada às novas realidades do mercado e uma gestão financeira mais rigorosa, a Polishop pode vir a superar esse momento difícil e retomar seu lugar como líder no mercado de varejo brasileiro.

Imagem: felipequeiroz / Shutterstock.com