Mais uma varejista do setor de moda está com problemas financeiros. Dessa vez, a Amaro protocolou, na Justiça de São Paulo, um pedido de recuperação extrajudicial. De acordo com o documento, as dívidas da empresa somam mais de R$ 244 milhões.
Em crise financeira, Amaro faz acordo para pagar R$ 244,5 milhões em dívidas
Amaro entra com processo de recuperação extrajudicial para quitar suas dívidas de R$ 244,5 milhões. Saiba quem são os credores
O problema teria começado em 2021, quando a companhia contratou um fundo de investimento para promover o aumento do seu capital. No ano seguinte, empréstimos foram contraídos para manter a operação enquanto o processo não terminasse.
Porém, o fundo decidiu postergar a resolução do negócio, consequentemente, a Amaro perdeu liquidez e começou a atrasar o pagamento dos financiamentos e dos seus fornecedores. Assim, a recuperação extrajudicial seria o primeiro passo para equilibrar as finanças da varejista.
Amaro pede suspensão de ações de cobrança
Conforme informações do pedido de recuperação extrajudicial, a empresa está devendo R$ 92,797 milhões para seus fornecedores e R$ 151,8 milhões para vários bancos, como:
- R$ 49 milhões ao Itaú;
- R$ 37 milhões ao Santander;
- R$ 18 bilhões ao BTG Pactual;
- R$ 12 milhões ao banco ABC Brasil;
- R$ 1 milhão ao Safra.
Assim, a ideia da recuperação extrajudicial é entrar em acordo com seus credores sem precisar da intervenção da Justiça. Dessa forma, o processo é mais rápido, menos burocrático e mais barato para a devedora.
No caso da Amaro, além do pedido de recuperação, a varejista também pediu que a Justiça suspendesse por 180 dias todas as ações de cobrança contra a empresa. Isso pois as execuções desses processos podem comprometer a capacidade da companhia de continuar suas atividades.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Recuperação extrajudicial
Nesse primeiro momento, o plano de recuperação extrajudicial da Amaro envolve o pagamento dos credores quirografários, ou seja, aqueles que não possuem uma garantia real para os passivos. Nesse sentido, a empresa espera que mais de 41% deles aceitem a proposta de reestruturação.
Imagem: Reprodução/ Facebook @amaro
