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Em crise financeira, Amaro faz acordo para pagar R$ 244,5 milhões em dívidas

Amaro entra com processo de recuperação extrajudicial para quitar suas dívidas de R$ 244,5 milhões. Saiba quem são os credores

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Logo da Amaro

Mais uma varejista do setor de moda está com problemas financeiros. Dessa vez, a Amaro protocolou, na Justiça de São Paulo, um pedido de recuperação extrajudicial. De acordo com o documento, as dívidas da empresa somam mais de R$ 244 milhões. 

O problema teria começado em 2021, quando a companhia contratou um fundo de investimento para promover o aumento do seu capital. No ano seguinte, empréstimos foram contraídos para manter a operação enquanto o processo não terminasse. 

Porém, o fundo decidiu postergar a resolução do negócio, consequentemente, a Amaro perdeu liquidez e começou a atrasar o pagamento dos financiamentos e dos seus fornecedores. Assim, a recuperação extrajudicial seria o primeiro passo para equilibrar as finanças da varejista. 

Amaro pede suspensão de ações de cobrança

Conforme informações do pedido de recuperação extrajudicial, a empresa está devendo R$ 92,797 milhões para seus fornecedores e R$ 151,8 milhões para vários bancos, como:

  • R$ 49 milhões ao Itaú; 
  • R$ 37 milhões ao Santander
  • R$ 18 bilhões ao BTG Pactual; 
  • R$ 12 milhões ao banco ABC Brasil;
  • R$ 1 milhão ao Safra.

Assim, a ideia da recuperação extrajudicial é entrar em acordo com seus credores sem precisar da intervenção da Justiça. Dessa forma, o processo é mais rápido, menos burocrático e mais barato para a devedora. 

No caso da Amaro, além do pedido de recuperação, a varejista também pediu que a Justiça suspendesse por 180 dias todas as ações de cobrança contra a empresa. Isso pois as execuções desses processos podem comprometer a capacidade da companhia de continuar suas atividades. 

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Recuperação extrajudicial

Nesse primeiro momento, o plano de recuperação extrajudicial da Amaro envolve o pagamento dos credores quirografários, ou seja, aqueles que não possuem uma garantia real para os passivos. Nesse sentido, a empresa espera que mais de 41% deles aceitem a proposta de reestruturação.

Imagem: Reprodução/ Facebook @amaro

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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