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Em meio a crise, Americanas demite 8 mil funcionários no Brasil

A crise bilionária na Americanas resultou em uma onda de demissões e busca por recuperação judicial. Confira mais sobre o caso!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos2 min de leitura
Fachada de uma das Lojas Americanas

A Americanas tem passado por um grande sufoco financeiro desde que um escândalo contábil dos caixas de R$ 20 bilhões foi divulgado. O cenário se agravou, e a empresa precisou se submeter ao processo de recuperação judicial em janeiro deste ano.

Desde então, os impactos têm sido consideráveis e, em ação recente, a varejista demitiu 8 mil funcionários no país. Confira mais detalhes sobre a crise da Americanas a seguir.

Redução do quadro de funcionários na Americanas

Nos últimos 7 meses, a empresa tem efetuado vários desligamentos e fechado várias lojas em todo o país. As mais recentes ações ocorreram em julho, quando a Americanas (AMER3) cessou o contrato de 754 colaboradores e fechou cinco lojas adicionais.

Em relatório recente divulgado pela instituição, o mês de julho encerrou com um total de 35.130 funcionários – uma redução de 18% (7.993 trabalhadores) em comparação com os 43.123 antes da recuperação judicial de janeiro de 2023.

Plano de transformação da varejista

Em comunicado oficial, a empresa garantiu que pretende cumprir com as obrigações trabalhistas nas demissões realizadas. Segundo a instituição, o volume de desligamentos é consequência do plano de transformação em execução. Vale ressaltar que o número de demissões entre janeiro e julho de 2023 é 20% menor do que o de 2022.

Como fica a situação dos credores?

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Os credores da Americanas aguardam por uma resolução que deve ser anunciada em setembro, após os resultados do quarto trimestre de 2022. Entre os principais parceiros da empresa, estão os bancos Bradesco, detentor de uma dívida de R$ 5,2 bilhões, Santander Brasil, com dívida de R$ 3,6 bilhões, e Itaú Unibanco, com créditos a receber de R$ 4,3 bilhões. A previsão é de que o impasse seja resolvido até o final do terceiro trimestre de 2023.

Embora o cenário seja desafiador, a empresa segue com o compromisso de equilibrar suas contas e superar a crise. Uma história a ser acompanhada de perto tanto por investidores quanto por consumidores e colaboradores.

Imagem: Jair Ferreira Belafacce / shutterstock.com

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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