No domingo (05), o embaixador da União Europeia (UE) no Brasil usou suas redes sociais para compartilhar uma crítica ao presidente Lula (PT). Ignacio Ybañez repostou um artigo jornalístico publicado pela Folha de S. Paulo que trata sobre a postura do chefe de Estado em relação aos regimes autoritários de outros países.
Embaixador da União Europeia alfineta Lula no Twitter
O texto compartilhado pelo embaixador faz duras críticas à postura do presidente Lula em sua visita à Argentina. Saiba mais!
O texto é do colunista Demétrio Magnoli, em que ele aborda as falas de Lula em sua participação na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) na Argentina, no mês passado. De acordo com Magnoli, o presidente deveria ter defendido eleições livres em países como Venezuela, Nicarágua e Cuba.
O embaixador, na publicação, destacou o trecho “O tempo passou na janela e só Carolina não viu”, que consta na coluna e é uma referência a uma música de Chico Buarque.
Publicação do embaixador e o que diz o artigo
O compartilhamento do artigo por Ybañez chamou a atenção da imprensa que noticiou em peso a ação do embaixador. No entanto, na manhã da segunda-feira (06), já não foi possível encontrar o compartilhamento em suas redes sociais.
O artigo em questão faz duras críticas ao presidente. Chega a alegar que durante sua viagem ao país vizinho, Lula buscou “legitimar as tiranias” e “celebrar seus ditadores de estimação”.
Relação entre Brasil e União Europeia
Em novembro de 2022, após a divulgação do resultado das eleições, Ybañez avaliou que a vitória de Lula trouxe uma possibilidade para que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pudesse ser fechado.
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Segundo ele, um dos principais fatores para isso é a mudança do discurso do país em direção à preservação ambiental e à atenção às mudanças climáticas. Conforme apontou o embaixador, ao fazer isso, Lula estava do mesmo lado que a UE.
O acordo em questão foi finalizado em 2019 após 20 anos de negociações entre as partes envolvidas. Alguns países europeus se negaram a aplicar o acordo em decorrência da postura do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu descompromisso com as pautas sobre o meio ambiente.
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com
