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Emprego formal avança no Brasil e supera 48 milhões de vínculos

Brasil cria mais de 920 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026. Veja os setores que mais contrataram, os estados e os salários.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Emprego formal avança no Brasil e supera 48 milhões de vínculos

O mercado de trabalho brasileiro manteve o ritmo de crescimento ao longo do primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), mostram que o país registrou saldo positivo de 921.645 empregos formais entre janeiro e junho.

O desempenho reforça a recuperação do emprego com carteira assinada e demonstra que a atividade econômica continua estimulando novas contratações em diversos setores produtivos. Com esse resultado, o Brasil alcançou aproximadamente 48 milhões de vínculos formais de trabalho, consolidando um avanço de 1,96% no estoque de empregos em relação ao início do ano.

Além da expansão no número de trabalhadores contratados, os dados também apontam aumento no salário médio de admissão e crescimento das oportunidades para jovens, trabalhadores com ensino médio completo e profissionais de diferentes perfis sociais.

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Junho mantém ritmo positivo de contratações

O sexto mês de 2026 também apresentou desempenho favorável para o mercado de trabalho.

Segundo o Novo Caged, foram abertas 145.161 vagas com carteira assinada em junho, resultado da diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.

Na comparação com os últimos doze meses, o emprego formal brasileiro acumula crescimento de aproximadamente 2,1%, indicando continuidade da expansão observada desde o início do ano.

Esse resultado demonstra que, apesar dos desafios econômicos enfrentados por diversos setores, as empresas continuam ampliando seus quadros de funcionários.

Setor de serviços continua liderando as contratações

O setor de Serviços permaneceu como o principal responsável pela geração de empregos formais em junho.

A atividade respondeu por 74.514 novas vagas, impulsionada principalmente pelos segmentos de tecnologia, saúde, educação, transporte, turismo, alimentação e serviços empresariais.

O crescimento desse setor acompanha uma tendência observada nos últimos anos, marcada pela expansão das atividades voltadas ao atendimento das famílias e das empresas.

Além dos serviços, outros segmentos da economia também encerraram o mês com saldo positivo.

Entre eles estão:

  • Agropecuária;
  • Comércio;
  • Indústria;
  • Construção.

O resultado mostra que a criação de empregos ocorreu de forma relativamente distribuída entre os diferentes ramos da economia.

Construção civil se destaca no acumulado do semestre

Embora os serviços tenham liderado o desempenho em junho, a Construção Civil foi um dos setores de maior destaque no acumulado do primeiro semestre.

Entre janeiro e junho, foram criadas 168.962 vagas formais, representando crescimento de aproximadamente 5,73% no estoque de empregos do setor.

O avanço está relacionado à continuidade de obras públicas, empreendimentos imobiliários, investimentos em infraestrutura e programas habitacionais.

A Indústria também apresentou resultado expressivo, com 143.442 novos empregos, mantendo trajetória de expansão observada em diversos segmentos da produção nacional.

Emprego cresce em quase todo o Brasil

A recuperação do mercado de trabalho não ficou concentrada em apenas algumas regiões.

Dos 27 estados brasileiros, 25 apresentaram saldo positivo de empregos formais durante junho, demonstrando uma expansão bastante disseminada.

Os maiores volumes de novas contratações ocorreram em:

  • São Paulo: 34.981 vagas;
  • Minas Gerais: 20.805 vagas;
  • Rio de Janeiro: 16.856 vagas.

Esses estados concentram parte significativa da atividade econômica nacional, especialmente nos setores de indústria, comércio e serviços.

Entretanto, diversas unidades da Federação também registraram crescimento, indicando uma recuperação mais ampla do mercado de trabalho brasileiro.

Jovens foram os principais beneficiados

Os trabalhadores mais jovens tiveram participação expressiva nas novas contratações realizadas em junho.

Segundo o levantamento, profissionais com até 24 anos de idade responderam por cerca de 86,4% das vagas criadas no período.

Esse desempenho reflete a maior contratação de trabalhadores em início de carreira, especialmente para funções operacionais, administrativas, comerciais e de atendimento.

A inserção dos jovens no mercado formal é considerada importante porque amplia o acesso à renda, aos direitos trabalhistas e à experiência profissional.

Ensino médio completo concentra maior número de admissões

Outro dado relevante divulgado pelo Ministério do Trabalho mostra que trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior parte das admissões registradas em junho.

Esse perfil é predominante em diversos segmentos da economia, principalmente comércio, serviços e indústria.

Ao mesmo tempo, houve geração positiva de empregos tanto para homens quanto para mulheres, indicando crescimento relativamente equilibrado entre os diferentes grupos de trabalhadores.

Contratos tradicionais seguem predominando

A maior parte das vagas abertas continua sendo composta pelos chamados vínculos típicos de emprego.

Segundo o levantamento, aproximadamente 77,3% das novas contratações ocorreram por meio do modelo tradicional de carteira assinada.

As demais vagas correspondem a modalidades previstas na legislação, como contratos temporários e outras formas especiais de contratação.

Entre essas modalidades, os contratos temporários apresentaram destaque, registrando saldo positivo de 12.658 empregos durante junho.

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Esse tipo de contratação costuma crescer em períodos de maior demanda em determinados setores da economia.

Salário médio de admissão apresenta alta

Além do crescimento das vagas, os trabalhadores contratados também passaram a ingressar no mercado com remuneração um pouco maior.

O salário médio real de admissão alcançou R$ 2.404,34 em junho.

O valor representa aumento de aproximadamente 0,7% em relação ao mês anterior e crescimento de 1,2% na comparação com junho de 2025, já considerando os efeitos da inflação.

Embora a evolução seja gradual, o resultado indica melhora no rendimento inicial oferecido aos novos empregados formais.

Mercado de trabalho avança entre diferentes grupos da população

Os dados do Novo Caged também apontam crescimento da geração de empregos em diversos segmentos populacionais.

Houve saldo positivo de vagas para trabalhadores identificados como:

  • pardos;
  • brancos;
  • pretos;
  • indígenas.

Apenas o grupo classificado como amarelo apresentou resultado negativo no período analisado.

Essas informações ajudam o governo e pesquisadores a acompanhar o comportamento do mercado de trabalho sob diferentes perspectivas sociais.

O que explica o crescimento do emprego formal

Diversos fatores contribuem para a expansão observada em 2026.

Entre eles estão a recuperação gradual da atividade econômica, o aumento do consumo das famílias, investimentos privados, obras de infraestrutura e o crescimento do setor de serviços.

Além disso, a estabilidade relativa do mercado de crédito e a retomada de investimentos empresariais favorecem a abertura de novas vagas em diferentes áreas.

Especialistas também destacam que a melhora dos indicadores de emprego tende a impulsionar o consumo interno, criando um ciclo positivo para a economia.

Onde consultar os dados oficiais

carteira de trabalho férias
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

As estatísticas do mercado de trabalho são divulgadas mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Novo Caged.

As informações completas ficam disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), plataforma oficial utilizada para consulta de dados sobre admissões, desligamentos e estoque de empregos formais no Brasil.

Esses números servem como referência para governos, empresas, pesquisadores e investidores na análise da evolução do mercado de trabalho.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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