Nos últimos três anos, o setor de comércio brasileiro deu sinais claros de recuperação e crescimento ao ampliar em 3,7% a oferta de empregos formais. O desempenho é resultado da combinação de políticas públicas voltadas à estabilidade econômica, investimentos na produção local e ao aumento gradual do consumo interno. A geração de postos de trabalho formais nesse período ajudou a impulsionar o mercado interno e a garantir renda para milhões de trabalhadores, especialmente em um cenário de recuperação pós-pandemia.
Comércio cresce 3,7% em empregos formais nos últimos três anos
Setor de comércio impulsiona economia e gera 3,7% mais empregos formais em três anos no Brasil. Entenda.
Com papel estratégico para a economia, o comércio continua sendo um dos setores que mais empregam no país, mostrando resiliência diante das oscilações econômicas e reafirmando sua importância para a segurança financeira de famílias brasileiras.
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Política econômica favorece o setor

O crescimento do emprego formal no comércio não aconteceu por acaso. Entre 2023 e 2025, o governo brasileiro adotou uma série de medidas voltadas à estabilidade de preços e à proteção do poder de compra da população, o que estimulou o consumo e fortaleceu o varejo.
As políticas integradas para conter a inflação dos alimentos e de outros itens essenciais desempenharam papel fundamental ao dar previsibilidade aos custos das famílias. O recuo da inflação em junho de 2025, com variação negativa de -0,18% nos alimentos e alta contida de 0,23% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), foi um exemplo concreto de como a estabilidade contribui para manter a roda do consumo girando.
Para Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, essas políticas são indispensáveis para garantir não apenas segurança alimentar, mas também a vitalidade da economia.
“Com políticas bem coordenadas e investimentos contínuos, conseguimos proteger o poder de compra e garantir oportunidades de trabalho para os brasileiros”, avaliou.
Menor inflação estimula consumo
Com a inflação mais baixa nos últimos meses, sobretudo nos alimentos — um dos itens que mais pesam no orçamento familiar —, a renda disponível das famílias aumentou. Isso permitiu um crescimento no consumo interno e impulsionou a atividade comercial em todo o país.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelaram que, entre abril e junho deste ano, 16 das 17 capitais monitoradas apresentaram queda no custo da cesta básica. Carnes, ovos, arroz e feijão ficaram mais baratos e acessíveis, beneficiando diretamente as famílias brasileiras e estimulando novas compras no comércio formal.
Agricultura familiar e estoques garantem estabilidade
Entre os fatores por trás dessa melhora no ambiente econômico está o fortalecimento da produção nacional, em especial da agricultura familiar. O apoio governamental ao setor, combinado ao uso estratégico de estoques reguladores e à produção local de insumos — como milho para ração animal — contribuiu para reduzir custos de produção e manter os preços sob controle.
Além disso, investimentos em logística e políticas de crédito rural ajudaram a garantir que os alimentos e outros produtos chegassem com eficiência aos centros consumidores, mantendo as prateleiras abastecidas e os preços competitivos para o consumidor final.
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Comércio formal cresce e combate informalidade
O avanço do comércio formal também reflete esforços para combater a informalidade no mercado de trabalho. Nos últimos três anos, programas de incentivo à formalização e campanhas educativas têm ajudado trabalhadores a acessar direitos e garantias previstos pela legislação, como férias, 13º salário e previdência.
Para os empregadores, a formalização também gera benefícios, como maior acesso a crédito, melhores condições de negociação com fornecedores e mais segurança jurídica nas operações. Esse ciclo virtuoso fortalece toda a cadeia econômica e torna o setor mais competitivo.
Expectativas positivas para o próximo semestre

A perspectiva para o segundo semestre de 2025 é positiva, segundo analistas de mercado e autoridades do governo. Com a inflação sob controle e o aumento gradual da confiança do consumidor, espera-se que o comércio siga criando novas vagas formais, ampliando sua contribuição para o crescimento econômico do país.
O MDS reforçou que continuará atento a fatores externos, como flutuações cambiais e condições climáticas, para mitigar riscos que possam impactar a estabilidade de preços e, por consequência, o consumo interno.
Com informações de: Agência Gov
