A Azul Linhas Aéreas anunciou neste domingo (5) que fechou um acordo com arrendadores para o pagamento de dívidas acumuladas que alcançaram o valor de R$ 4,5 bilhões. Segundo a empresa, os acordos representam mais de 90% do passivo de arrendamento.
Empresa aérea anuncia acordo para pagamento de dívidas de R$ 4,5 bilhões
De acordo com a empresa aérea, os acordos representam mais de 90% do passivo de arrendamento. Ações dispararam após anúncio
Vale ressaltar que a maior parte das dívidas adquiridas pela Azul são fruto da pandemia de Covid-19. Nesse sentido, os efeitos da crise sanitária afetaram a geração de caixa da companhia aérea em R$ 20 bilhões. Contudo, desse valor, 85% já foram recuperados, afirmou a corporação.
Dívidas da Azul
A companhia aérea estava negociando os débitos acumulados. Como resultado disso, apenas em 2023, a empresa deverá pagar R$ 3,8 bilhões aos arrendadores de aviões. Além disso, outros R$ 700 milhões serão pagos a instituições financeiras.
Por fim, de todas as dívidas da Azul, R$ 3,2 bilhões são de aluguel anual de aeronaves e outros R$ 600 milhões referentes a valores atrasados durante a pandemia.
Negociações são parte de plano de reestruturação
As negociações da empresa aérea com os arrendadores fazem parte de um plano de reestruturação da companhia. Dessa forma, de acordo com a Azul, os acordos representam uma parte significativa do plano para geração de caixa.
“Com base nesses acordos, os arrendadores reduzirão os pagamentos de arrendamento da Azul para eliminar diferimentos relacionados à covid, bem como a diferença entre as taxas de arrendamento contratuais da Azul e as taxas de mercado atuais”, afirmou a empresa aérea em nota.
Em contrapartida, os arrendadores terão acesso a um título de dívida negociável com prazo de vencimento datado para o ano de 2030. Além disso, eles também receberão ações precificadas.
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“Os arrendadores representam 80% de nossa dívida bruta nominal. A celebração desses acordos demonstra um enorme sucesso em nossa abordagem”, disse o CFO da Azul Linhas Aéreas, Alex Malfitani. Para Malfitani, os arrendadores veem na companhia um potencial de maximizar a receita.
Após o anúncio da Azul, as ações da companhia aérea (AZUL4) dispararam na manhã desta segunda-feira (6). Às 15h50, estas registravam alta de 38,54%, cotada a R$ 10,03.
Imagem: Dima Moroz / Shutterstock.com
