A bruxa está à solta no mercado de criptomoedas. Depois da FTX, mais uma empresa entra com pedido de falência. Nesta segunda-feira (28), a BlockFi pediu recuperação judicial em uma corte de Nova Jersey.
De acordo com a empresa de criptomoedas, ela está passando por um processo de reestruturação. A legislação americana permite que as empresas entrem com processos de recuperação judicial em casos de reestruturação interna.
Atualmente, a empresa conta com um ativo líquido de mais de 250 milhões de dólares. Entretanto, sua dívida é bem maior que isso. Só para a Ankura Trust Company, a BlockFi deve mais de US$ 700 milhões.
100 mil credores
O mercado das criptomoedas passa por uma crise enorme desde o pedido de falência da FTX. Por isso, a falência da BlockFi é apenas mais uma possível avalanche esperada pelos economistas.
De acordo com a documentação, a empresa de criptomoedas tem cerca de 100 mil credores. Além da Ankura, outro credor é a FTX, com mais de 200 milhões de dólares, e o Securities and Exchange Commission (SEC), com US$ 30 milhões.
Ainda de acordo com os documentos enviados à corte de Nova Jersey, a BlockFi possui compromissos não pagos que podem variar entre 1 bilhão e 100 bilhões de dólares.
BlockFi e o mercado de criptomoedas
A BlockFi é uma startup de empréstimos que utiliza criptomoedas para garantir os seus serviços. Quando o mercado de moedas digitais passou por uma forte queda, a BlockFi recebeu um aporte da FTX, uma das maiores empresas do setor.
Entretanto, a própria FTX declarou falência depois que seu balancete vazou no início de novembro. Consequentemente, empresas que são extremamente ligadas à FTX foram abaladas por essa crise.
Por isso, espera-se que outras empresas que trabalham com criptomoedas passem por abalos. Entretanto, fundos especiais já estão sendo criados para socorrer quem estiver em dificuldade, a fim de manter o mercado.
E os clientes?
Aos clientes da BlockFi, só resta esperar. Se a empresa conseguir um novo investidor durante o processo de reestruturação, eles poderão conseguir seu dinheiro de volta. Caso contrário, a maior parte dos ativos atuais será destinada ao pagamento de funcionários.
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