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Empresa desenvolve útero artificial com o objetivo de produzir bebês em massa

O projeto espera produzir cerca de 30.000 bebês por ano nas chamadas ‘cápsulas de crescimento', uma espécie de útero artificial. Saiba mais.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
animação de homem e mulher observando útero artificial (cápsula com bebê dentro)

Pode até parecer filme de ficção científica, mas é um projeto que pode mudar o conceito de gestação que tivemos até então. Durante a semana, um vídeo que mostra bebês sendo “produzidos” em uma espécie de útero artificial ganhou a internet.

As imagens são do conceito idealizado pelo biotecnólogo alemão Hashem Al-Ghaili e mostram instalações tecnológicas formando fetos humanos em uma gestação fora do corpo. A polêmica animação despertou a curiosidade de pessoas quanto a real possibilidade deste tipo de tecnologia existir.

Projeto de útero artificial é real?

De acordo com Al-Ghaili, o conceito desenvolvido se trata de uma fábrica que produziria bebês personalizados. No entanto, a ideia do biotecnólogo tem esbarrado em restrições éticas que impedem a concretização do projeto de útero artificial.

O projeto pensado pelo alemão leva o nome de EctoLife. Por enquanto, se trata somente de um conceito, e seria “a primeira instalação de útero artificial do mundo”. A ideia seria produzir bebês com genes personalizados em massa, cerca de 30.000 por ano. 

Pesquisa científica inovadora

Segundo o criador do conceito afirmou em entrevista ao The Mirror do Reino Unido, o EctoLife é fruto de estudos de mais de cinquenta anos, sendo uma “pesquisa científica inovadora”. Hashem Al-Ghaili conta ainda que o projeto seria uma forma eficaz para que países em declínio populacional enfrentem a situação.

Segundo o jornal Metro, também do Reino Unido, o projeto pretende que as cápsulas que fariam o papel do útero artificial utilizem energia renovável. O conceito conta com a ideia de ter ao todo 75 laboratórios com 400 cápsulas para que os bebês cresçam e se desenvolvam.

Cada útero artificial deve funcionar como uma reprodução do útero materno. De acordo com o vídeo, o projeto tem o intuito de permitir o acompanhamento dos pais do bebê em tempo real por dispositivo móvel para que sejam exibidos os dados da gestação.

“O sistema baseado em inteligência artificial também monitora as características físicas de seu bebê, e relata qualquer anormalidade genética em potencial”, afirmou Al-Ghaili ao The Mirror. 

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O criador do conceito explica ainda que o EctoLife é uma alternativa segura e indolor de ter filho sem estresse e que o bebê nasceria com o “apertar de um botão”.

Atualmente, o desenvolvimento do projeto é limitado devido a restrições éticas. Al-Ghaili assegura que apesar dos recursos trazidos pelo conceito serem 100% possíveis de serem desenvolvidos por cientistas e engenheiros, a pesquisa com embriões humanos somente é permitida até o 14° dia, após isso “os embriões devem ser destruídos por questões éticas”. 

O biotecnólogo tem expectativas para que em pouco mais de uma década a tecnologia do conceito passe a ser utilizada.

Imagem: Hashem Al-Ghaili/Youtube

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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