No entanto, ao final do mesmo ano, a companhia começou a vivenciar uma crise sem precedentes. Isso porque pelo menos 29 pessoas foram intoxicadas e 10 morreram após consumirem a cerveja Belorizontina, fabricada pela Backer no momento. Entenda a polêmica!
Escândalo envolvendo a Backer
Diante do ocorrido, a Backer foi obrigada a recolher todos os lotes da cerveja, que já tinham sido distribuídos. Depois de dois anos, a fábrica foi interditada.
Na análise do produto que causou a intoxicação foram localizadas substâncias usadas para a refrigeração de tanques, o que provocava náusea, vômito e dor abdominal se fosse ingerida.
A substância em questão é dietilenoglicol e em caso de consumo pode evoluir para insuficiência renal e problemas neurológicos. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com as vítimas que consumiram o produto.
Recuperação judicial da Backer
No pedido de recuperação judicial, a Backer cita que a paralisação das atividades da fábrica e o pagamento de indenizações e despesas médicas para as pessoas afetadas impactaram a situação financeira da companhia. Além disso, a produção em Belo Horizonte só foi retomada em 2022.
Ainda no documento judicial a cervejaria alegou que tentou procurar parcerias para que a produção fosse retomada. No entanto, o cenário político — com as eleições presidenciais e a mudança de governo — fez com que possíveis investidores desistissem da parceria.
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