A empresa Oi (OIBR3) está atravessando o segundo processo de recuperação judicial em sua história. Os balanços da companhia são aguardados com expectativa pelo mercado brasileiro. No entanto, os números não são animadores.
A Oi apresentou um prejuízo líquido de R$ 1,267 bilhão no primeiro semestre de 2023. A comparação com o mesmo período em 2022 é completamente diferente, quando a empresa lucrou R$ 1,623 bilhão nesse espaço temporal.
A queda se deve pela finalização dos acordos de venda de redes móveis, que pesavam no faturamento da companhia telefônica. O relatório foi adiado e divulgado na última quinta-feira (15).
Faturamento da Oi pode subir
Em relação ao quatro semestre de 2022, a empresa teve queda de R$ 17,1 bilhões na receita. Se retirar impostos, como faz o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), o lucro atingiu a marca R$ 216 milhões entre janeiro e março, uma queda de 80,2% na base anual.
O “Ebitda de rotina”, indicador que desconsidera itens não-recorrentes, teve baixa de 84,2% no período. Essa margem teve queda de 27,8% , no primeiro semestre de 2022. Já no início de 2023, a porcentagem está na marca de 7,7%.
Na questão do endividamento, o mês de março da Oi fechou com dívida bruta de R$ 22,7 bilhões. Ele teve alta de 9,8% em relação a dezembro do ano passado, quando a dívida era de R$ 20,9 bilhões.
Novas previsões para a empresa
As previsões para a “Nova OI”, nome dado após a venda das redes móveis, são otimistas. Após a venda das redes, a receita cresceu 4,8%, correspondente a R$ 2,2 bilhões, na comparação do primeiro trimestre de 2023 com 2022.
O crescimento foi resultado da fibra ótica, a Oi Fibra, que teve alta de quase 21% no faturamento, correspondente a R$ 1,103 bilhão, com o aumento de consumidores do serviço.
Imagem: Pla2na / Shutterstock.com
