Grupos de varejo dos setores de móveis, materiais de construção e decoração para casa estiveram em alta ao longo dos dois primeiros anos da pandemia. Todavia, essas empresas enfrentam uma severa crise no contexto atual.
Empresas destes setores sofrem devido à crise
Em meio à crise e redução de procura, empresas destes setores realizam uma série de mudanças. Saiba mais!
Entre os motivos que levaram ao declínio da categoria, podemos destacar a redução da procura por parte do público consumidor em decorrência, principalmente, da alta dos juros.
Assim, essas empresas estão realizando diversas mudanças em suas políticas de negócios, buscando se adequar a sua nova realidade, que se distancia do passado recente. Neste cenário, é útil entender mais detalhadamente o que estes grupos têm feito.
Contexto de queda
Ainda que não exista apenas um motivo para a crise no segmento, as empresas do ramo de construção e decoração estão sendo impactadas pela alta dos juros. As taxas pouco atrativas fazem com que o consumidor desista ou adie seus planos de renovação e reformas de imóveis.
Além disso, a crise no mercado de varejo, acelerada após o caso da Lojas Americanas, é outro fator que impactou na área. Afinal, instituições financeiras estão disponibilizando menos crédito, o que impacta diretamente nas finanças de negócios deste setor.
O que não é à toa. Conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as empresas relacionadas ao setor de materiais para casa e construção foram as únicas que enfrentaram queda no mês de abril. Negócios da área de lazer, por exemplo, tiveram alta de 3,8%, e farmácias, alta de 3,1%, destacando-se no índice.
O que empresas têm feito para amenizar a crise?
O cenário econômico do país e a redução expressiva de demanda por parte dos clientes está levando as empresas dos setores de móveis e construção a adotar uma série de ações para controlar seus prejuízos. Entre elas, é possível destacar:
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- Adaptação ou pausa no plano de expansão;
- Encerramento de lojas físicas;
- Renegociação de dívidas;
- Realização de promoções que chegam até a 80% de desconto.
Por exemplo, as marcas Camicado, MadeiraMadeira e TokStok, estão fechando várias de suas unidades físicas. Inclusive, no caso dessa última, também foi iniciado um programa de renegociação de dívidas.
Imagem: Blue Planet Studio/ Shutterstock.com
