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Empresas podem ter prejuízo bilionário se não tomarem ESTE cuidado

%Resumo% Empresas podem ter prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões em processos na Justiça. Veja como evitar e o que é possível fazer.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

As empresas que não conseguem negociar acordos trabalhistas podem obter um prejuízo estimado em mais de R$ 2 bilhões por ano, segundo uma pesquisa realizada em uma tese de doutorado da Universidade de Brasília (UnB). O intuito do estudo foi analisar as discordâncias que são encaminhadas ao Poder Judiciário, com base em metodologias científicas e psicologia comportamental. 

A partir da Reforma Trabalhista, os pedidos apresentados em ações passaram a conter o valor preciso da causa, o que contribuiu fortemente para uma resolução mais adequada para os casos. Antes disso, os advogados responsáveis pelas causas podiam estipular um valor aleatório, o que dificultava o processo de negociação. 

O estudo começou a ser elaborado em 2013 e considerou processos que chegaram antes e depois da Reforma Trabalhista. 

Quais foram os resultados da pesquisa?

Em mais de 40% dos casos analisados, foi apontado que a empresa, enquanto réu, perde ao não concordar com o valor proposto pelo trabalhador. Caso aceitasse, os prejuízos seriam menores para ela. Em contraponto, apenas 21% das vezes o trabalhador perde ao não aceitar o valor proposto pela empresa. Nesses casos, ele acaba recebendo um valor inferior quando rejeita o acordo. 

Através dessas análises, foi possível constatar que o prejuízo das empresas chega a quase R$ 2 bilhões ao ano. 

O estudo considerou 251 processos que chegaram à Justiça antes da Reforma Trabalhista. Entre eles, 101 foram finalizados com processo judicial, enquanto 150 foram resolvidos em acordos entre ambas as partes envolvidas. Foram considerados também 145 processos que chegaram após a Reforma Trabalhista. 

Os resultados levantados podem contribuir com a melhoria das negociações e, assim, proporcionar soluções mais rápidas e vantajosas, o que reduz os trabalhos do Judiciário. O autor da pesquisa ressalta que é papel do Judiciário ajudar as partes a preverem o que pode ocorrer futuramente caso não se chegue a um acordo e siga para o julgamento. 

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Reforma Trabalhista 

A Reforma Trabalhista foi sancionada em 2017 e trouxe mudanças significativas relacionadas à CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Dentre as inúmeras atualizações estão as alterações na jornada de trabalho, bancos de horas, demissão e negociações. 

Segundo Rogério Neiva, responsável pela pesquisa, a Reforma Trabalhista foi positiva para os casos de acordos, uma vez que os valores exigidos pelos trabalhadores passaram a apresentar uma maior relação com a causa, o que gera uma boa qualidade e relação entre ambas as partes nas propostas. Cabe às empresas ficarem atentas às oportunidades de resolverem acordos de menor custo para que possam evitar prejuízos.

Imagem: fizkes/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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