Liberado há pouco meses, o empréstimo consignado do Auxílio Brasil sempre esteve envolto em muita polêmica, com especialistas, instituições e até mesmo os próprios beneficiários demonstrando insatisfação com a modalidade. Apesar disso, o crédito continua chamando atenção de muitos usuários.
O empréstimo do Auxílio Brasil, atualmente, é liberado por diversas instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal, o banco mais procurado pelos interessados no consignado. No entanto, em 2023, primeiro ano do governo Lula, mudanças podem ocorrer. Será que a modalidade vai acabar? Saiba!
Futuro do empréstimo consignado do Auxílio Brasil
Por meio de um relatório, a equipe de transição do presidente eleito orientou Lula a bloquear o consignado do Auxílio Brasil. No documento, foi dito que a modalidade de empréstimo gera “desproteção social futura”. Isso porque os beneficiários precisam quitar as parcelas do crédito independentemente de estarem ou não recebendo o benefício.
De acordo com o relatório da equipe de Desenvolvimento Social, o empréstimo do Auxílio piora a desigualdade do país, pois os mais pobres são obrigados a repassar valores aos bancos, formados por pessoas mais ricas. A modalidade de crédito leva os beneficiários a terem sua renda familiar comprometida.
Dessa forma, diante dos impactos da modalidade, o grupo recomenda que Lula suspenda novas contratações nos primeiros cem dias de governo ou, caso não tenha êxito com a primeira proposta, reduza a taxa de juros do consignado do Auxílio Brasil, que chega a 50,23% ao ano.
Novo ministro da Fazenda já demonstrou preocupação com o consignado do Auxílio Brasil
Recentemente, Fernando Haddad (PT), nomeado o futuro ministro da Fazenda, declarou que: “se a gente não prorrogar o Auxílio Brasil, a Caixa quebra” se referindo à concessão do empréstimo entre o 1° e 2° turno das eleições. Segundo ele, a liberação de dinheiro poderia causar um prejuízo ao banco em caso de exclusão dos beneficiários.
Acontece que o consignado é uma dívida do beneficiário. Sendo assim, mesmo sendo retirado do Auxílio Brasil, a pessoa que contratou o consignado ainda precisará pagar as parcelas restantes, o que pode ser um problema dado ao fato de que a base de usuários do programa é composta por cidadãos de baixa renda.
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