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Empréstimo do Auxílio Brasil vira grande dor de cabeça para Bolsonaro

Entenda o motivo pelo qual Bolsonaro deve se preocupar com o empréstimo do Auxílio Brasil e saiba o que mudou após as eleições.

VictóriaPor Victória2 min de leitura
imagem do presidente Jair Bolsonaro em discurso, com microfone, olhando par cima

Na última quarta-feira (30), o MP (Ministério Público) pediu para que TCU (Tribunal de Conta da União) investigue a diretoria da Caixa Econômica Federal. A investigação refere-se à mudança de critério na concessão de crédito consignado.

Já que tais mudanças ocorreram depois da derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais, de acordo com o O Globo. Desse modo, segundo a reportagem do último sábado (3), após a liberação de R$ 6 bilhões na nova modalidade de empréstimo, a Caixa limitou as linhas de crédito no mês de novembro. 

Consignado do Auxílio Brasil 

É preciso destacar que crescem as chances de Jair Bolsonaro ser responsabilizado por comprar votos por meio do Auxílio Brasil. Tal situação pode tornar o atual presidente inelegível ou, até mesmo, levá-lo para prisão após deixar o cargo.

Isso pode acontecer porque de acordo com análises do TCU (Tribunal de Contas da União) e da equipe de transição do governo Lula, a inclusão de milhões de famílias de apenas uma pessoa aconteceu sem a aplicação de medidas para evitar fraudes. Ou seja, diante das necessidades eleitorais do presidente. 

Ainda segundo a análise, o empréstimo consignado teria sido usado para conseguir votos com o que representa a população mais vulnerável.

Pagamentos indevidos

O parecer da equipe técnica do TCU, revelado pelo O Globo, aponta pagamentos indevidos na inclusão de 3,5 milhões de famílias no mês de agosto. Essas pessoas começaram a receber o auxílio sob o pretexto de zerar a fila de espera do benefício. Vale destacar que este documento ainda deve passar por votação no plenário da corte. 

Ainda sobre os pagamentos indevidos, de acordo com o parecer, ocorreu uma “duplicação da quantidade de famílias unipessoais”, ou seja, famílias formadas por apenas uma pessoa.

Segundo a ex-ministra do Desenvolvimento Social e integrante da equipe de transição do governo Lula, Tereza Campello, “há fortes indícios de abuso de poder econômico e político por parte do governo, para além da incompetência e da má gestão”. 

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O que mudou após as eleições? 

Oficialmente as linhas de crédito seguem abertas. Contudo, diferentemente do lançamento da campanha eleitoral, a Caixa está mais criteriosa para conceder a modalidade, sendo acusada de estar “fechando as torneiras”. 

Assim, no documento apresentado ao TCU, Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do MP, destaca que “após a derrota do atual presidente, nas eleições de 2022, restou evidente o intuito eleitoreiro daquela medida”. 

Imagem: Marcelo Chello/shutterstock.com

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Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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