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Enem 2026: conheça estratégias para controlar o nervosismo e evitar o famoso branco na prova

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A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 exige atenção não apenas ao conteúdo estudado, mas também à saúde física e emocional dos candidatos. Com as provas previstas para os dias 8 e 15 de novembro, a reta final pode aumentar a preocupação com o desempenho, a nota de redação e as chances de conquistar uma vaga na universidade.

Nesse período, a ansiedade é uma reação comum diante de uma avaliação importante. Entretanto, intensificar os estudos sem respeitar os limites do corpo pode prejudicar o descanso, a concentração e a capacidade de recuperar informações durante a prova.

A psicóloga Graciane Rocha recomenda diminuir o ritmo dos estudos intensivos, priorizar revisões e reservar momentos para cuidar do bem-estar. A proposta é aproveitar o conhecimento adquirido ao longo do ano sem transformar os últimos dias em uma rotina de exaustão.

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Como controlar a ansiedade antes do Enem 2026?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Reduza o ritmo e priorize revisões

Nos dias que antecedem o exame, tentar aprender todo o conteúdo que ficou para trás pode aumentar a sensação de despreparo. Em vez de passar horas estudando sem intervalos, o candidato pode organizar revisões curtas de assuntos recorrentes, fórmulas importantes, conceitos-chave e erros cometidos em exercícios anteriores.

Segundo Graciane Rocha, pequenas revisões tendem a ser mais proveitosas nessa fase do que sessões excessivamente longas de estudo. A orientação é reconhecer o esforço realizado durante o ano e evitar que a preocupação com o resultado comprometa a preparação.

Uma estratégia prática é dividir o dia em blocos de estudo, alternando disciplinas e reservando pausas. Também vale resolver algumas questões para manter o contato com o formato do exame, sem transformar cada simulado em uma cobrança por resultados perfeitos.

Evite comparações e pensamentos negativos

A pressão para conseguir uma nota alta pode levar o estudante a comparar seu desempenho com o de colegas, influenciadores ou outros candidatos. Esse comportamento costuma aumentar a insegurança, especialmente quando as experiências e as condições de preparação são diferentes.

A psicóloga destaca a importância de reconhecer os próprios esforços e perceber quando pensamentos negativos começam a dominar a atenção. Em vez de concluir que não está preparado porque esqueceu determinado assunto, o candidato pode avaliar o que realmente sabe e concentrar a energia no que ainda consegue revisar.

Isso não significa ignorar dificuldades, mas lidar com elas de maneira realista. A preparação feita ao longo do ano é um ponto de apoio, embora nenhum estudante precise dominar absolutamente todos os conteúdos para realizar uma boa prova.

Hábitos saudáveis ajudam a melhorar o desempenho

Mantenha o sono em dia

Dormir adequadamente é parte importante da preparação para o Enem. O sono contribui para a consolidação da memória, a atenção e o raciocínio, habilidades exigidas nas questões de linguagens, matemática e ciências da natureza.

Trocar noites de descanso por horas extras de estudo pode ter o efeito contrário ao desejado. Por isso, o ideal é manter horários regulares para dormir e acordar, reduzindo o uso de telas e atividades estimulantes perto da hora de deitar.

Na véspera da prova, o candidato deve evitar virar a noite para tentar revisar conteúdos. É preferível chegar ao local de aplicação descansado do que acumular horas de estudo às custas da concentração.

Cuide da alimentação e da hidratação

A alimentação também influencia a disposição durante a preparação e no dia do exame. Refeições equilibradas, com fontes de carboidratos, proteínas, frutas e verduras, ajudam a fornecer energia ao organismo.

É importante evitar passar muitas horas sem comer ou experimentar alimentos e suplementos desconhecidos justamente nos dias da prova. Manter a hidratação ao longo do dia também contribui para o bem-estar.

Para quem costuma tomar café ou bebidas energéticas, vale ter cuidado com o excesso de cafeína, que pode aumentar a agitação e dificultar o sono em algumas pessoas.

Faça atividades físicas leves e reserve momentos de descanso

Caminhadas, alongamentos e outras atividades físicas compatíveis com a rotina podem ajudar a aliviar a tensão e proporcionar uma pausa mental. Não é necessário iniciar um treinamento intenso perto do exame: o objetivo é movimentar o corpo sem provocar cansaço excessivo.

Momentos de lazer também têm espaço na reta final. Ouvir música, conversar com pessoas de confiança ou realizar uma atividade agradável pode ajudar o estudante a interromper o ciclo de preocupação constante com a prova.

O que fazer quando a ansiedade aparece durante a prova?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Mesmo com preparação e descanso, é possível sentir nervosismo ao receber o caderno de questões. Nessa situação, tentar responder tudo rapidamente pode aumentar a tensão e favorecer erros por desatenção.

Uma alternativa é fazer algumas respirações lentas, ler as instruções com calma e começar pelas questões com as quais o candidato se sente mais seguro. Se uma pergunta parecer difícil, ele pode seguir adiante e voltar a ela depois, conforme o tempo disponível.

Também é útil dividir mentalmente o exame em etapas, concentrando-se em uma questão de cada vez. Pensar continuamente na nota final ou na concorrência tende a desviar a atenção da tarefa imediata.

Se a ansiedade for intensa, persistente ou prejudicar significativamente o sono e as atividades cotidianas, buscar apoio psicológico pode ser importante. Não é necessário esperar que o sofrimento se torne insuportável para procurar ajuda.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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