O consumo de energia elétrica no Brasil apresentou crescimento de 1,7% em junho de 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A informação consta no Boletim Mensal de Carga, que monitora a demanda energética no Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável pela distribuição de eletricidade nas principais regiões do país.
Energia elétrica tem alta de 1,7% em junho
Consumo de energia elétrica no Brasil cresce 1,7% em junho, segundo ONS. Regiões Sul, Norte e Nordeste lideram aumento.
Com uma carga média de 77.055 megawatts médios (MWmed), o sistema registrou um comportamento de consumo superior ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento total da carga foi de 3,2%, o que confirma uma tendência de elevação na demanda por eletricidade em todo o território nacional.
Leia mais: ANEEL divulga análise sobre armazenamento de energia
Regiões Norte e Sul puxam crescimento do consumo

De acordo com o levantamento do ONS, as regiões Sul, Norte e Nordeste foram as que mais contribuíram para esse aumento. O destaque ficou com o Sul, que apresentou um crescimento de 5,3% na carga elétrica em relação a junho de 2024. Na sequência, vieram o Norte (4,9%) e o Nordeste (2,9%).
Já o subsistema que engloba o Sudeste e Centro-Oeste, embora tenha registrado alta mais modesta, também apresentou crescimento positivo de 2,2% no acumulado de 12 meses. Essa variação mostra que a recuperação da atividade econômica e os hábitos de consumo seguem influenciando o desempenho da matriz energética brasileira.
Clima influencia variação da demanda energética
O aumento do consumo de energia elétrica observado em junho está diretamente relacionado às condições climáticas do mês. Segundo o boletim do ONS, fatores como chuvas acima da média e temperaturas mais amenas em diversas regiões do país influenciaram o comportamento da demanda.
Essas condições reduziram a necessidade de uso de equipamentos de refrigeração em algumas áreas, ao mesmo tempo em que aumentaram a utilização de aparelhos de aquecimento em outras, resultando em um efeito geral de elevação da carga no SIN.
“O acompanhamento contínuo dessas variações visa assegurar a operação eficiente e segura do sistema elétrico nacional, garantindo mais segurança energética para toda a população e para os setores produtivos”, destacou o ONS no relatório.
Setores produtivos acompanham tendência de alta
O desempenho do setor elétrico também reflete a atividade econômica de diferentes segmentos produtivos. O aumento da carga está associado à retomada de atividades industriais, ao uso mais intenso da eletricidade por empresas de comércio e serviços e, em menor grau, ao consumo residencial.
Segundo especialistas, o crescimento gradual da carga é um indicativo de que o Brasil continua avançando na retomada econômica, embora o ritmo ainda varie de uma região para outra. O comportamento positivo da carga nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, pode estar vinculado à expansão da rede de infraestrutura e ao crescimento populacional.
Importância do monitoramento contínuo
O Boletim Mensal de Carga é uma ferramenta essencial para a gestão da matriz energética brasileira. Por meio dele, é possível identificar oscilações no consumo e planejar melhor a distribuição da carga entre os diferentes subsistemas.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Com a previsão de novas variações climáticas nos próximos meses, o ONS reforça a importância do monitoramento constante da demanda, a fim de garantir o equilíbrio entre oferta e consumo, especialmente em períodos de alta ou baixa extrema.
Além disso, o acompanhamento técnico permite identificar com antecedência possíveis gargalos e adotar medidas preventivas para evitar sobrecargas ou quedas de fornecimento.
Perspectivas para os próximos meses

Apesar do resultado positivo de junho, especialistas apontam que a tendência para os próximos meses dependerá fortemente do comportamento climático e da manutenção da recuperação econômica em ritmo estável. As previsões de temperatura e volume de chuvas, por exemplo, são fatores que impactam diretamente o uso de energia, seja para aquecimento ou refrigeração.
A atuação do ONS continuará sendo fundamental para mitigar riscos de desabastecimento ou sobrecarga, além de orientar políticas públicas voltadas à eficiência energética.
Com a diversificação da matriz — que inclui fontes renováveis como solar, eólica e hídrica — o Brasil segue com boas condições para sustentar o crescimento da demanda sem comprometer o equilíbrio do sistema.
Com informações de: Agência Gov
