Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal realizou uma grande operação, cumprindo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversas localidades, visando desvendar uma fraude contábil de mais de R$ 20 bilhões na varejista Americanas.
Entenda como funcionava o esquema de fraudes da Americanas
Fraude bilionária na Americanas: descubra os detalhes da operação, impactos e o que isso significa para o mercado
Assim, investigadores reportam que entre os envolvidos está Miguel Gutierrez, ex-CEO da companhia, atualmente residindo em Madri, na Espanha.
Os fatos noticiados indicam que a diretoria anterior da Americanas utilizava procedimentos irregulares nas demonstrações financeiras para ocultar a real situação econômica da empresa. Dessa forma, esquemas envolvendo contratos de propaganda e empréstimos a fornecedores são parte central das irregularidades investigadas.
Esquema de fraudes da Americanas
Portanto, a fraude, que que vinha desde 2019, ocorreu por meio de inconsistências contábeis em três áreas: fornecedores, recebíveis e estoques. Na área de fornecedores, ocorreram transações fictícias para aumentar artificialmente o valor dos ativos da empresa.
Já nos recebíveis, foram criados registros de recebimentos de clientes que não existiam. E nos estoques, foram registrados produtos que não estavam realmente em posse da empresa. Assim, a fraude teve um impacto significativo na Americanas. A empresa teve que reavaliar seus resultados financeiros dos últimos anos, o que resultou em um prejuízo líquido de R$ 4,7 bilhões em 2023.
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Além disso, a varejista também perdeu valor de mercado, com suas ações caindo mais de 70% na bolsa de valores. Além disso, a fraude gerou grande insegurança entre os investidores, credores e clientes da empresa.

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Impactos da fraude
Enfim, o resultado de tais operações fraudulentas foi uma distorção expressiva no lucro reportado pela empresa, o que consequentemente afetou bônus de executivos, dividendos de acionistas e obrigações fiscais. Assim, essas manobras enganosas, agora expostas, resultaram em sérias repercussões legais e financeiras para todos os envolvidos. Confira como funcionava o esquema e seu impacto:
- Contratos fictícios de publicidade: A utilização de contratos de Verba de Propaganda Cooperada (VPC) artificialmente melhorava os resultados operacionais da empresa, reduzindo custos de forma ilegítima;
- Lastro financeiro inexistente: Grande parte dos valores contabilizados como redutores de dívida não possuíam equivalente real, aumentando ficticiamente a saúde financeira da Americanas;
- Impacto no mercado: Especialistas e analistas de mercado, inicialmente enganados pelas práticas irregulares, agora revisam suas expectativas e recomendações para a empresa.
Imagem: Leonidas Santana/shutterstock.com
