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Entidades solicitam alterações na CLT para proteger trabalhadores do RS sob ameaça de demissão

Avatar de Andreza Araújo Andreza Araújo · · 2 min de leitura
Imagem de um CLT - Carteira de Trabalho

Um apelo urgente se deu por um coletivo de 15 entidades nacionais e do Rio Grande do Sul nesta semana. Eles solicitam que o governo federal emita um decreto para alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo a proteção dos trabalhadores do estado afetados pelas recentes enchentes.

Dessa forma, saiba mais informações sobre as propostas dessas entidades e os potenciais impactos para os trabalhadores e empregadores gaúchos. Continue a leitura!

Entidades sugerem alterações na CLT para proteger trabalhadores gaúchos

Imagem de um CLT - Carteira de Trabalho
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

As organizações exigem que o decreto presidencial proporcione segurança de emprego e manutenção dos salários dos trabalhadores ameaçados por demissões no contexto das adversidades climáticas atuais. A região está sofrendo com enchentes severas, prejudicando drasticamente a vida de seus habitantes.

Ademais, segundo o Grupo de Assessoria Trabalhista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), muitos trabalhadores reportaram ameaças de redução salarial e demissão caso não retornem imediatamente ao trabalho. As condições atuais, no entanto, tornam tal exigência impraticável e desumana, dada a falta de serviços básicos e as condições de moradia comprometidas pela inundação.

Ainda, a nota divulgada questiona a viabilidade de retornar ao trabalho quando muitos estão sem acesso a serviços essenciais como luz e água potável, ou até mesmo sem uma residência habitável. Além disso, muitos estão envolvidos em ações de resgate a amigos e familiares, ou lidando com perdas materiais e pessoais significativas.

Quais são as propostas, afinal?

Por sua vez, as entidades propõem um decreto que altere os artigos 262, 473 e 477 da CLT. Logo, pedem a proibição de descontos salariais e a demissão de trabalhadores, assegurando assim a proteção laboral durante e após o estado emergencial.

Logo, tal medida visa não somente o bem-estar dos empregados, mas também garantir que as práticas das empresas estejam alinhadas com a preservação da dignidade humana. Aliás, é o que estabelece a Constituição Federal.

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Por fim, críticas também se direcionam às empresas que, sob a alegação de “atendimento à população”, têm pressionado por um retorno precipitado ao trabalho. Este tipo de pressão é considerado pelas entidades como um ato ilícito, contrariando tanto o Código Civil quanto a própria CLT.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

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