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Escândalo gera onda de demissões no setor público

Avatar de Beatriz Capirazi Beatriz Capirazi · · · 2 min de leitura
funcionário saindo da empresa segurando uma caixa com os seus pertences

Um verdadeiro escândalo tem gerado uma onda de demissões no setor público. Segundo informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), teriam havido fraudes nos documentos apresentados pelos candidatos aprovados nos concursos entre 2017 e 2022.

Por conta desta farsa, que envolve cerca de 208 registros profissionais e diplomas falsos, diversas pessoas estariam sendo desligadas de seus cargos. Outras teriam sido afastadas enquanto as acusações de fraudes ainda estão sendo investigadas.

Como funcionava o esquema?

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, um dos pontos centrais era a falsificação de registros do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal.

Sem que houvesse checagem, os diplomas chegavam todos de uma vez cada vez que a FAB abria um novo concurso. No entanto, tanto os certificados, quanto os registros profissionais não contavam com uma numeração de registro no Ministério da Educação ou na Secretária do Distrito Federal.

Assim, eles eram totalmente falsificados e sem qualquer respaldo jurídico para que existissem. Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo jornal, a prática ilegal teria acontecido por pelo menos seis anos e cerca de 30 pessoas com certificados falsos foram aprovadas na FAB e no exército.

Resposta das entidades

Após a repercussão do caso, o Conselho Regional de Administração do Distrito Federal disse para a imprensa que só se manifestará depois de analisar a documentação sobre a denúncia.

No entanto, a entidade destacou que, caso as farsas sejam, de fato, comprovadas, o caso será denunciado e encaminhado formalmente para o Ministério Público. Em contrapartida, a FAB disse que já começou investigações internas.

Até o momento, a Força Aérea identificou alguns casos de fraude e anulou a entrada daquelas pessoas que comprovadamente falsificaram documentos para conseguirem os seus cargos. Os acusados que fraudaram estariam respondendo para a Justiça Militar e a Aeronáutica, sem revelar dados maiores dos militares que foram afastados de seus cargos.

Imagem: Gorodenkoff/ shutterstock

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