Americanas tenta recuperação judicial
A recuperação judicial, implementada no Brasil em 2005, tem o objetivo de conseguir um prazo maior para evitar a falência de empresas. O processo acontece com o intermédio da Justiça, que presta suporte enquanto a companhia negocia suas contas. Foi essa a solução encontrada pela Americanas.
Ao portal O Antagonista, o especialista em reestruturação de empresas e sócio da consultoria Excellance Gestão de Turnaround e Reestruturação, Max Mustrangi, afirmou que a Americanas “é uma empresa morta” e que está sendo mantida com a ajuda de aparelhos.
“Existe um conceito em finanças chamado ‘sunk cost’ (custo afundado, em português). Você não coloca mais dinheiro em cima de custo afundado. Perdeu, playboy! Se tem dinheiro bom, vai colocar em outro lugar, não vai gastar para recuperar um defunto. Por isso a relutância do controlador de colocar dinheiro nela. Ele sabe que não vale nada”, destacou.
O especialista acredita que a empresa deve em breve realizar o anúncio de demissões em massa, uma vez que, durante o processo de recuperação judicial, é comum que pontos sejam fechados.
Futuro da companhia
No Brasil, os procedimentos de recuperação judicial se estendem em média por três anos. Ainda não há um posicionamento oficial da Americanas quanto ao fechamento de lojas ou demissões.
Com a entrada no processo de recuperação judicial, a empresa precisa entregar à Justiça o balanço financeiro dos últimos anos para análise.
Após a aceitação do pedido, a varejista terá um prazo de 60 dias para anunciar seus planos de recuperação.
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