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Este grupo de trabalhadoras é injustiçado; qual seria a solução?

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · · 2 min de leitura
Mulher com expressão preocupada depois de ver um índice em queda

Na última quinta-feira (13) a Organização das Nações Unidas (ONU), em seu relatório sobre a Alimentação e Agricultura (FAO), indicou que as trabalhadoras que atuam no setor de agroalimentos são injustiçadas em diferentes aspectos. O relatório se trata de um balanço ao nível mundial.

As mulheres representam 36% das atividades relacionadas à agricultura, no entanto, suas condições de trabalho diferem das dos homens que exercem a mesma função. Além de receberem uma remuneração menor, a condição do ambiente afeta mais as mulheres do que os homens. 

Entre as soluções, estão o reconhecimento do trabalho, a melhora do ambiente onde a mulher do setor do agro-alimentação exerce suas funções e, por fim, uma remuneração proporcional a dos homens do mesmo setor. 

Por que esse ambiente de trabalho impacta mais as mulheres?

Conforme o relatório, o gênero feminino é mais sensível à exposição climática. Sendo assim, elas são as mais afetadas pelos choques climáticos. Além da maior sensibilidade a este fator, as trabalhadoras rurais não possuem recursos para o risco ser amenizado. 

O relatório da ONU também chamou atenção para a jornada de trabalho da mulher, esta seria outra condição de impacto. Em sua maioria, as mulheres têm jornadas duplas e até triplas, enquanto os homens, têm só uma. 

A não redução da jornada de trabalho da mulher que, por exemplo, também é mãe, estudante, dona de casa etc, implica diretamente em sua produtividade. Afinal, as ferramentas de trabalho disponibilizadas também não são as mesmas, este é mais um ponto desproporcional. 

O relatório indica uma produtividade 24% menor. Outro ponto a ser destacado diz respeito à titularidade de terras, nesse sentido, os homens estão à frente das mulheres. Por fim, dos 68 países que afirmam reconhecer o trabalho das agricultoras, somente 19% aplicam medidas de solução. 

Remuneração

Como já citado, outro aspecto injustiçado é a remuneração das mulheres desse setor que exercem a mesma função que os homens. Neste sentido, enquanto um homem recebe cerca de R$ 4,93, considerando a cotação atual do dólar, as mulheres recebem R$ 4,04. 

Isso significa que, em uma jornada de 8 horas de trabalho, o homem do agro-alimento recebe R$ 39,44, enquanto a mulher recebe R$ 32,32. A princípio, essa diferença salarial parece pouca. Mas se colocarmos na balança, em um mês com vinte dias trabalhados, os homens recebem R$ 788,80 enquanto as mulheres recebem R$ 646,40. Ou seja, os homens recebem cerca de 22% a mais. 

Imagem: LoCrew / Shutterstock

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