Na última quinta-feira (13) a Organização das Nações Unidas (ONU), em seu relatório sobre a Alimentação e Agricultura (FAO), indicou que as trabalhadoras que atuam no setor de agroalimentos são injustiçadas em diferentes aspectos. O relatório se trata de um balanço ao nível mundial.
Este grupo de trabalhadoras é injustiçado; qual seria a solução?
Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que um grupo de trabalhadoras possui condições injustas em seu setor.
As mulheres representam 36% das atividades relacionadas à agricultura, no entanto, suas condições de trabalho diferem das dos homens que exercem a mesma função. Além de receberem uma remuneração menor, a condição do ambiente afeta mais as mulheres do que os homens.
Entre as soluções, estão o reconhecimento do trabalho, a melhora do ambiente onde a mulher do setor do agro-alimentação exerce suas funções e, por fim, uma remuneração proporcional a dos homens do mesmo setor.
Por que esse ambiente de trabalho impacta mais as mulheres?
Conforme o relatório, o gênero feminino é mais sensível à exposição climática. Sendo assim, elas são as mais afetadas pelos choques climáticos. Além da maior sensibilidade a este fator, as trabalhadoras rurais não possuem recursos para o risco ser amenizado.
O relatório da ONU também chamou atenção para a jornada de trabalho da mulher, esta seria outra condição de impacto. Em sua maioria, as mulheres têm jornadas duplas e até triplas, enquanto os homens, têm só uma.
A não redução da jornada de trabalho da mulher que, por exemplo, também é mãe, estudante, dona de casa etc, implica diretamente em sua produtividade. Afinal, as ferramentas de trabalho disponibilizadas também não são as mesmas, este é mais um ponto desproporcional.
O relatório indica uma produtividade 24% menor. Outro ponto a ser destacado diz respeito à titularidade de terras, nesse sentido, os homens estão à frente das mulheres. Por fim, dos 68 países que afirmam reconhecer o trabalho das agricultoras, somente 19% aplicam medidas de solução.
Remuneração
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Como já citado, outro aspecto injustiçado é a remuneração das mulheres desse setor que exercem a mesma função que os homens. Neste sentido, enquanto um homem recebe cerca de R$ 4,93, considerando a cotação atual do dólar, as mulheres recebem R$ 4,04.
Isso significa que, em uma jornada de 8 horas de trabalho, o homem do agro-alimento recebe R$ 39,44, enquanto a mulher recebe R$ 32,32. A princípio, essa diferença salarial parece pouca. Mas se colocarmos na balança, em um mês com vinte dias trabalhados, os homens recebem R$ 788,80 enquanto as mulheres recebem R$ 646,40. Ou seja, os homens recebem cerca de 22% a mais.
Imagem: LoCrew / Shutterstock
