O etanol produzido nos Estados Unidos acaba de ganhar uma posição inédita no mercado brasileiro: pela primeira vez, um produtor norte-americano foi habilitado pela ANP a emitir CBIOs no RenovaBio. A medida abre novas oportunidades para importadores e marca um capítulo importante na política de descarbonização do país, enquanto o Brasil mantém sua liderança na produção nacional de biocombustíveis. O tema vem acompanhado de outros movimentos estratégicos, como a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras e debates sobre hidrogênio de baixo carbono, refletindo a crescente importância de políticas integradas para o setor energético brasileiro.
Etanol importado dos Estados Unidos poderá emitir créditos no RenovaBio
Etanol dos EUA é habilitado para emitir CBIOs no RenovaBio. Senado aprova frente das terras raras e setor debate integração energética.
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O RenovaBio foi criado para estimular a produção e o consumo de biocombustíveis no Brasil, oferecendo incentivos para quem contribui com a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Impacto da medida no mercado brasileiro
Apesar da abertura, os biocombustíveis estrangeiros têm maior pegada de carbono, o que reduz a competitividade do etanol importado frente ao nacional.
A guerra tarifária e o papel do etanol
Tarifas aplicadas ao etanol importado
O Brasil aplica uma alíquota de 18% sobre o etanol vindo de países fora do Mercosul, o que inclui os EUA. Além disso, tarifas norte-americanas também incidiram sobre o produto brasileiro nos últimos anos.
Perspectivas de cooperação
Mesmo com as tensões, o setor de biocombustíveis pode ser um ponto de aproximação entre os dois países, especialmente em projetos de transição energética.
Crescimento da demanda por etanol no Brasil
A demanda doméstica por etanol segue em alta. Em 2024, o consumo atingiu 35,9 bilhões de litros.
Projeções para os próximos anos
- 2025: consumo elevado devido ao aumento da mistura obrigatória à gasolina (30%).
- 2026: previsão de 37,3 bilhões de litros, segundo a EPE.
Novos projetos: captura de carbono e bioenergia
BECCS: bioenergia com captura e armazenamento de carbono
A ANP aprovou estudo para avaliar o potencial da Bacia do Parecis (MT) em estocar carbono, dentro de um projeto de bioenergia com captura (BECCS).
Hidrogênio no Plano Clima: avanços e desafios

O que dizem as associações
O setor comemorou o reconhecimento do hidrogênio no Plano Clima, mas alerta para falta de integração de políticas, infraestrutura e incentivos regulatórios.
Leilão de potência sob suspeita
Indícios levantados
O MPTCU pediu investigação sobre o atraso do Leilão de Reserva de Capacidade, apontando risco de favorecimento a empresas com contratos vigentes.
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Produção nacional de baterias em negociação
Oportunidade para o Brasil
O ministro de Minas e Energia se reuniu com a fabricante chinesa CATL, líder mundial no setor, para discutir produção de baterias no país e incentivo à mobilidade elétrica.
Mineração em terras indígenas e debate sobre soberania
Criação da frente parlamentar das terras raras
O Senado aprovou a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras, iniciativa para promover exploração sustentável e garantir soberania nacional sobre recursos estratégicos.
Perspectivas para o setor energético brasileiro

Pontos de destaque
- Biocombustíveis: liderança mantida, mas com desafios tarifários.
- Hidrogênio: precisa de integração entre políticas públicas.
- Mineração estratégica: terras raras ganham peso geopolítico.
- Mobilidade elétrica: produção de baterias é oportunidade-chave.
Conclusão
A habilitação do etanol dos EUA para emitir CBIOs no RenovaBio marca um novo capítulo na política energética brasileira, mostrando a abertura do país a biocombustíveis internacionais e reforçando seu papel na transição energética global. Paralelamente, a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras evidencia a importância estratégica desses recursos para a soberania e a inovação tecnológica. Com desafios como integração do hidrogênio e fortalecimento da produção nacional de baterias, o Brasil segue em um cenário complexo, mas com oportunidades significativas de crescimento sustentável e liderança no setor energético.
