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Ex-CEO da Americanas corre risco de morte após descoberta de escândalo financeiro

Ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, relata perseguições na Espanha após escândalo de fraude contábil na empresa. Saiba mais sobre o caso

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
Loja Americanas fechada

Miguel Gutierrez, ex-diretor executivo da Americanas e atual morador na Espanha, prestou depoimento em uma delegacia de Madri. Na ocasião, ele alegou temer pela própria vida e a de seus entes queridos. De acordo com seu relato, nas últimas semanas, suspeitos em veículos passaram a segui-lo e fotografá-lo persistentemente.

O relatório foi feito ao colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Gutierrez, que tem cidadania espanhola e habita o país europeu desde julho, pontuou que tais carros estacionavam constantemente próximo a seu prédio, acompanhando-o sempre que deixava sua residência.

Perseguição de Gutierrez – entenda o caso

Gutierrez forneceu à polícia os números da placa de dois automóveis e uma moto. As autoridades estão investigando o caso. O confronto do ex-CEO com a mídia, os investidores e com os reguladores brasileiros começou quando seu sucessor, Sergio Rial, revelou em janeiro um déficit estimado, inicialmente, em R$ 20 bilhões nas contas da Americanas.

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Esse valor dobrou com as investigações subsequentes, sendo atualmente estimado em mais de R$ 40 bilhões. O escândalo resultou na renúncia abrupta de Rial, que ocupou a função de CEO por apenas uma semana, e uma solicitação de recuperação judicial da gigante varejista.

De acordo com os investigadores, a dívida astronômica ocorreu devido a muitos anos de adulteração dos balanços financeiros da Americanas. Isso escondia de seus lucros e perdas a chamada operação de risco-sacado.

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E agora, o que esperar?

Para Gutierrez, o foco agora é a investigação que ocorre na Espanha, mas certamente os ecos de sua gestão na Americanas se estenderão por muito mais tempo no Brasil e podem provocar mudanças estruturais na forma como as corporações conduzem suas finanças.

Assim, resta ficarmos atentos e aguardar os próximos capítulos tanto do caso de Gutierrez quanto das implicações para as empresas de nosso mercado de varejo, sempre com a esperança de que esses eventos sirvam para um aprimoramento cada vez maior das práticas comerciais.

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