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Ex-CEO da Shell recebeu aumento salarial de mais de 50% logo após a invasão russa na Ucrânia

Guerra na Ucrânia faz com que salário de ex-CEO da Shell aumente em 50% de um ano para o outro. Entenda o que está acontecendo.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
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Ben van Beurden atuou como CEO da Shell até 2022 e, no seu último ano, seu salário teve um aumento de 53% em relação ao ano anterior. O motivo foi o forte aumento no preço do petróleo e do gás, que levaram as empresas do setor a atingir lucros recordes.

Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o valor do barril de petróleo está em constante valorização. Em 2022, a Shell, empresa que atua a mais de 100 anos no mercado, apresentou o seu maior lucro da história, cerca de R$ 222 bilhões. 

Com o aumento da lucratividade da empresa, o dinheiro pago ao seu ex-CEO também cresceu. Isso porque, além do salário, ele recebeu uma bonificação milionária pelo bom desempenho da petrolífera naquele ano.

Shell paga salário milionário a ex-CEO

A Rússia é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, porém, com a guerra contra a Ucrânia e as sanções de outros países, seu fornecimento de petróleo e gás caiu. Consequentemente, a Europa passa por uma crise energética e o valor do barril disparou. 

Nesse cenário, empresas petrolíferas começaram a apresentar lucros recordes, como a Shell. Assim, o pagamento dos CEOs reflete esse crescimento dos ganhos das empresas. Por exemplo, em 2022, Beurden que recebeu US$ 11,5 milhões, cerca de R$ 59 milhões. 

Seu salário só não foi maior do que seu colega Bernard Looney, CEO da petrolífera britânica BP. No mesmo período Looney recebeu de salários, bônus e prêmios o equivalente a US$ 12 milhões, o que dá mais de R$ 60 milhões. 

Crise energética

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Enquanto os CEOs de Shell, BP e outras empresas do setor ganham bonificações milionárias, cidadãos europeus sofrem com a falta de energia e o preço cobrado pelos serviços. A ONG  Global Witness cobra do governo britânico medidas para aliviar a situação.

De acordo com representantes da organização, enquanto as empresas de petróleo têm grandes lucros, as pessoas precisam escolher entre pagar pelo aquecimento de suas casas ou comprar comida.

Imagem: Tomas Ragina e siam.pukkato / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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