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Ex-funcionária de banco afirma que foi demitida por não fazer relatórios falsos

Uma ex-funcionária relata demissão por recusar produção de relatórios falsos em banco. Saiba mais informações!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Funcionários de banco enfileirados saindo de escritório com suas coisas encaixotadas após demissão em massa

Uma ex-funcionária de banco acusou a instituição financeira de demiti-la por se recusar a fazer relatórios falsos. Trata-se, portanto, de Kathleen Martin, ex-funcionária sênior do Citigroup Inc, que apontou seríssimas acusações contra a empresa.

Logo, entre as denúncias, estão omissão de informações críticas e manipulação de dados frente aos órgãos reguladores, por exemplo. A denúncia foi levada a juízo em Nova Iorque. Saiba mais informações na sequência!

Entenda as acusações da ex-funcionária do banco

Fachada do banco citibank
Imagem: TungCheung / shutterstock.com

No contexto da ação judicial ocorrida na última quarta-feira (22), Martin acusou especificamente Anand Selvakesari, diretor de operações do Citigroup, de pressioná-la a ocultar informações essenciais durante auditorias regulatórias. Essa ação tinha o objetivo de fazer com que os esforços de governança de dados do banco parecessem mais efetivos e avançados do que de fato eram.

Ademais, essa suposta manipulação ganha contornos mais graves ao considerar que o Citigroup recebeu uma multa de US$ 400 milhões anteriormente por falhas relacionadas justamente a estas práticas de governança. Isso lança suspeitos sobre a integridade dos processos de remodelagem que o banco afirmava estar implementando.

A atitude do Citigroup, conforme alegada por Martin, sugere uma desconformidade com as práticas éticas e legais exigidas para instituições de tal magnitude. Logo, isso pode enfraquecer não apenas a sua própria estabilidade, mas a do sistema financeiro global.

Saiba mais sobre o caso

Diante dessas acusações, o Citigroup optou por não comentar o caso de imediato. Por sua vez, no processo, Martin afirmou que inicialmente hesitou em deixar um cargo sênior no J.P. Morgan Chase & Co. até receber garantias do Citigroup de que houvesse o oferecimento de “uma posição de liderança de longo prazo” no banco.

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Por fim, as alegações destacadas podem incitar uma vigilância regulatória mais rígida não apenas sobre o Citigroup, mas possivelmente sobre todo o setor de bancos, a fim de assegurar que práticas similares não estejam ocorrendo em outras instituições.

Imagem: Andrey_Popov / shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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