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Ex-ministro é condenado por lavagem de dinheiro: entenda o caso!

Ex-ministro, também acusado de tráfico de drogas, realizou lavagem de dinheiro proveniente de propina. Saiba mais informações sobre o caso.

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Homem de paletó com as mãos algemadas

Todo valor que tem sua procedência, direta ou indiretamente, em algum tipo de infração penal costuma passar por operações para ocultar sua origem. Esse conjunto de movimentações – que podem ser comerciais ou financeiras – recebe o nome de lavagem de dinheiro.

A prática, realizada por criminosos para garantir o uso seguro de seus proventos, é descrita como de difícil comprovação por muitos especialistas do Direito. A maioria deles aponta que a conduta não produz provas substanciais – no máximo, um conjunto de evidências.

Entretanto, a lavagem de dinheiro pode ser revelada por delação de um envolvido, ou até mesmo admissão de culpa. Foi o que aconteceu com o ex-ministro boliviano Arturo Murillo. Após declarar-se culpado em outubro de 2022, ele foi condenado na última quarta-feira (4).

Condenação por lavagem de dinheiro

Segundo informações da agência de notícias France-Press (AFP), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos comunicou que Murillo foi sentenciado a 70 meses de prisão. O político participou da lavagem de dinheiro oriunda de propina paga por uma empresa americana.

A companhia, sediada na Flórida, promoveu o suborno para conseguir a licitação de um contrato de US$ 5,6 milhões – aproximadamente R$ 30 milhões – com a Defesa boliviana. O acordo era para aquisição de gás lacrimogêneo e equipamento não letal.

Ex-ministro boliviano Arturo Murillo (Imagem: Aizar RALDES / AFP)

Documentos narram que Murillo recebeu ao menos US$ 532 mil – cerca de R$ 3 milhões.  Ainda segundo a AFP, ele, e um grupo de cúmplices, o processo de lavagem de dinheiro usou contas bancárias em Miami. Na ocasião, o ex-ministro teria recebido US$ 130 mil em dinheiro – pouco mais de R$ 700 mil.

Ministro não foi o único preso

Os comparsas de Murillo na lavagem de dinheiro, Sergio Rodrigues Méndez, Philip Lichtenfeld, Luis e Bryan Berkman, foram condenados no último mês de junho. Segundo reportagem da Folha de São Paulo de outubro de 2022, o quarteto cumpre penas que variam entre 26 e 42 meses de detenção.

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Também de acordo com o periódico, o governo boliviano chegou a requisitar a extradição do ex-ministro ao governo norte-americano. No país, ele é acusado por tráfico de drogas. Murillo comandou o ministério do Interior do país andino durante a gestão de Janine Áñez.

Ele fugiu da Bolívia após a eleição do atual presidente Luis Arce. A Justiça boliviana constatou que Áñez assumiu a presidência de maneira inconstitucional. Por isso, em junho do ano passado, ela foi condenada a 10 anos de prisão por ter dado um golpe no ex-presidente Evo Morales em 2019.

Imagem: SynthEx / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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