Esta semana, no dia 16 de maio, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, esteve na sede da polícia federal (PF), em Brasília, para prestar depoimento sobre a prisão de seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, tenente-coronel do Exército Brasileiro.
Ex-presidente Bolsonaro pode ser preso? Entenda o caso
Entenda quais motivos e relações podem levar o ex-presidente da República brasileira, Jair Bolsonaro, à prisão.
Esse foi o terceiro depoimento de Bolsonaro em apenas dois meses. Desde que deixou a presidência, ele foi alvo de três investigações criminosas, entre elas, a fraude em cartão de vacinação, joias sauditas milionárias e o ato antidemocrático de 8 de janeiro.
Qual a relação de Mauro Cid e Bolsonaro
Jair Bolsonaro declarou que “não tem medo de ser preso”, pois, segundo ele, não há motivos para isso. Assim, em entrevista concedida à revista Veja, o ex-presidente voltou a defender a narrativa de que vem sendo alvo de perseguição:
“Para ter algum motivo que justificasse isso [uma eventual prisão], eu precisaria ter feito pelo menos 10% do que ele [presidente Lula] fez. E eu fiz 0%”.
Jair Bolsonaro
A relação do Bolsonaro com o Mauro Cid é bem íntima, inclusive, o ex-presidente voltou a defender o ex-ajudante de ordens, dizendo que não tem motivos para desconfiar de Cid e que o tem como filho. Recentemente, Cid foi preso em operação que investiga fraude em dados da carteira de vacinação de pelo menos seis pessoas.
No alvo da mesma operação, o ex-presidente reafirmou que não tomou a vacina contra a Covid-19 e negou ter falsificado os dados. “Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina […] minha filha de 12 anos não tomou. A Michele [Bolsonaro] tomou nos EUA”.
Ademais, Bolsonaro também questionou a falta de investigação sobre o que aconteceu em 2021. Nesse ano, alguém entrou no sistema usando o e-mail ‘lula@gmail’ para falsificar o cartão de vacina da Covid-19.
Qual motivo levou Mauro Cid à prisão
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Mauro Cid era o ajudante de ordens de Bolsonaro, sendo responsável por pagar contas do ex-presidente e de sua mulher. Além disso, ele atendia telefonemas e organizava algumas missões, porém, não participava de decisões do governo.
Portanto, além de prisão por suposta fraude em cartões de vacina, Cid também é suspeito de Caixa 2, “rachadinha”, associação criminosa, entre outros.
Imagem: Marcelo Chello / Shutterstock.com
