Nesta quarta-feira (17), a Justiça francesa condenou o conservador que presidiu a França por cinco anos, Nicolas Sarkozy. O ex-presidente foi condenado por corrupção e tráfico de influência.
Ex-presidente é condenado e terá que usar tornozeleira eletrônica
Ex-presidente conservador é condenado por corrupção e tráfico de influência em sua campanha eleitoral. Entenda como tudo aconteceu!
Essa sentença é a mesma do caso de 2021, cujo Sarkozy teria recorrido. Portanto, nesta manhã a Justiça decidiu negar o recurso e levá-lo à prisão.
O motivo da condenação
Esse caso teve início em 2014, quando os telefones do ex-presidente estavam sob escuta pela Justiça para outra investigação. A acusação foi sobre o suposto financiamento líbio da sua campanha eleitoral de 2007.
Segundo as apurações da Justiça da França, existia uma terceira linha telefônica com o nome falso de “Paul Bismuth”, que ele usava sem medo de ser grampeado para falar com seu amigo e advogado, Thierry Herzog.
As acusações afirmam que ambos organizaram um acordo corrupto com o procurador do Tribunal de Cassação, Gilbert Azibert, que teria oferecido ajuda em troca de um cargo de prestígio em Mônaco.
Portanto, Sarkozy foi ao tribunal ouvir a acusação e saiu em silêncio, pois continuará tentando provar a sua inocência. O ex-presidente foi condenado a três anos de prisão e perdeu os direitos políticos por mais três anos.
Herzog e Azibert também foram condenados por três anos de prisão por terem efetuado um “pacto de corrupção” com o ex-presidente. Com essa razão, Herzog não poderá trabalhar como advogado por três anos.
Quem é o ex-presidente da França?
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Nicolas Sarkozy de 68 anos, do partido Os Republicanos, governou o país entre 2007 e 2012. O político foi o primeiro ex-presidente da Quinta República francesa a ser condenado à prisão.
Sarkozy também é alvo de outros processos e o Ministério Público pediu a investigação de outras 12 pessoas por corrupção em suas campanhas vitoriosas em 2007. Elas são, supostamente, financiadas pelo então regime líbio de Muammar Khaddafi.
Imagem: Billion Photos / Shutterstock.com
