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Ex-presidente terá que pagar mais de R$ 13 milhões à Caixa

Caixa Econômica Federal cobra valor milionário de ex-presidente por danos causados ao banco público. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Fachada de uma agência da Caixa Econômica Federal.

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães pode ter que pagar, pode determinação judicial, R$ 13,5 milhões para o banco público, devido a prejuízos que ele causou à instituição financeira.

Guimarães deixou a presidência da Caixa em 2022. A dispensa do executivo ocorreu devido a uma série de acusações criminais recebidas por ele, incluindo assédio sexual e moral aos funcionários do banco.

A Caixa firmou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 10 milhões, para indenizar os funcionários que foram vítimas do ex-presidente. Simultaneamente, o banco informou que vai acionar Guimarães judicialmente sobre esse prejuízo.

Casos envolvendo o ex-presidente da Caixa

Conforme o acordo da Caixa com o MPT, o ex-presidente do banco é acusado de uma série de crimes. Entre eles, é possível destacar:

  • Assédio sexual;
  • Assédio moral;
  • Prejuízo ao patrimônio do banco.

Vale destacar que Guimarães assumiu a presidência da Caixa em 2019, no mantado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Inclusive, até 2022, o então chefe do banco era próximo do capitão reformado.

Também no ano passado, acumularam-se acusações contra o executivo. Em junho de 2022, o Metrópoles divulgou depoimentos de vítimas de abuso sexual que denunciaram Guimarães.

Dessa forma, as acusações contra o ex-presidente da Caixa se tornaram frequentes, incluindo as de assédio moral e de prejuízo ao patrimônio. Em alguns ataques de raiva, ele teria quebrado cinco iPhones, totalizando perdas de R$ 45 mil.

Outra parte do valor milionário se refere a uma sentença de primeira instância da Justiça do Trabalho que condenou a Caixa a pagar uma indenização de R$ 3,5 milhões a diretores e executivos do banco. Em um evento interno, eles foram obrigados por Guimarães a fazer flexões, o que foi classificado como constrangedor.

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Valor pode ser maior

Por fim, vale destacar que o valor de R$ 13,5 milhões pode aumentar. Isso porque o ex-presidente da Caixa pode ter causado mais danos ao patrimônio do banco público, o que ainda está sendo apurado.

Enquanto isso, a defesa de Guimarães argumenta que a situação é uma jogada política da atual gestão da instituição financeira.

Imagem: casa.da.photo / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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