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Excelente notícia para famílias de baixa renda com filhos no ensino médio

A equipe de transição do presidente eleito, Lula (PT), tem uma novidade importante para famílias com adolescentes no ensino médio.

MonalisaPor Monalisa2 min de leitura
Imagem de um jovem estudante negro carregando seus materiais de estudos

A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma novidade importante para famílias com adolescentes no ensino médio. O programa foca na distribuição de bolsas de estudos como um incentivo a permanência dos estudantes e, assim, evitar o abandono escolar. 

A oferta de bolsas estudantis pelo novo governo é uma proposta da ex-candidata Simone Tebet (MDB), que apoiou o petista durante o segundo turno das eleições de 2022. 

Programa de bolsas de estudo

O gabinete de transição está analisando a possibilidade de realizar um programa de bolsas de estudo efetivo, a partir do modelo do Cartão Escola 10 criado pelo governo de Alagoas em 2021. 

O estado de Alagoas oferece um pagamento de R$500 para jovens que voltaram à escola, além de uma bolsa mensal de R$100 para os estudantes com frequência mínima de 90% nas aulas. 

No final do ano, os estudantes que concluírem o período letivo receberão uma parcela de R$ 2 mil. Também é necessário estar com o calendário de vacinas completo para receber. O cartão escola 10 é voltado para as seguintes pessoas: 

  • estudantes matriculados no ensino médio;
  • pessoas que fazem parte do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da rede estadual;
  • estudantes com frequência escolar igual ou maior que 90%.

Outros programas semelhantes existentes no Rio Grande do Sul e São Paulo também estão em fase de análise, porém, são voltados apenas para alunos vulneráveis. Ao inserir a iniciativa no campo da assistência social, os gastos não fazem parte da exigência mínima de aporte em educação.

Recursos do próximo governo 

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Para a equipe do presidente eleito, Lula (PT), custear uma bolsa de âmbito nacional para 6,6 milhões de alunos do ensino médio da rede pública é financeiramente inviável.

Porém, o governo poderia utilizar verbas do Fudeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e de outros fundos da educação básica. 

A alternativa que mais ganhou força diz respeito à divisão dos custos entre a União e os estados, que atualmente reúne 84,5% das matrículas de ensino médio. Para efetuar o programa, o presidente eleito pode aumentar o orçamento do MEC (Ministério da Educação) em R$ 12 bilhões no próximo ano. 

Imagem: Monkey Business Images | shutterstock

Monalisa

Autor

Monalisa

Estudante de jornalismo. Amo escrever e sou apaixonada por música.

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