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Exportadores de suco de laranja enfrentam impacto de R$ 4,3 bilhões com tarifaço, alerta associação

Setor de suco de laranja pode perder R$ 4,3 bi com tarifas dos EUA; CitrusBR alerta para risco imediato. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos3 min de leitura
Tarifa

As exportações brasileiras de suco de laranja enfrentam um cenário preocupante diante da possibilidade de aplicação de novas tarifas pelos Estados Unidos. Caso o aumento anunciado pelo ex-presidente Donald Trump se concretize, o setor pode arcar com até R$ 4,3 bilhões a mais em tributos por ano.

A projeção é da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), que divulgou um alerta nesta terça-feira, 29.

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Impacto direto nas exportações brasileiras

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Imagem: Freepik

A CitrusBR estima que o impacto direto do chamado “tarifaço” sobre os embarques para os EUA será de 792 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 4,3 bilhões com base na cotação atual. O valor representa uma elevação expressiva na carga tributária dos exportadores, levando em consideração a sobretaxa de 50% anunciada por Trump somada a uma alíquota mínima de 10% já divulgada em abril.

Na safra mais recente, encerrada em junho, o setor já havia desembolsado cerca de 142 milhões de dólares em impostos relacionados à exportação de suco para os Estados Unidos. Com a nova política tarifária, esse valor aumentaria 456%, elevando o total de tributos a patamares próximos à receita total gerada pelas vendas aos norte-americanos.

Custo global pode superar R$ 7 bilhões ao ano

O efeito do tarifaço não se limita às exportações para os EUA. Considerando todos os principais mercados compradores de suco de laranja brasileiro — incluindo União Europeia, Canadá, Japão, China, Reino Unido, Noruega, Suíça e Rússia —, os custos anuais com tributos podem saltar para 1,3 bilhão de dólares, aproximadamente R$ 7,25 bilhões.

Atualmente, o setor paga cerca de 393,6 milhões de dólares em impostos para exportar a esses países. A adoção das novas tarifas implicaria um aumento de 230% no total de tributos.

EUA lideram importação de suco brasileiro

Os Estados Unidos são, hoje, o principal destino do suco de laranja produzido no Brasil. Dados compilados pela CitrusBR mostram que, na safra mais recente, o país foi responsável por 41,7% das compras internacionais do produto. No período, foram exportadas mais de 307 mil toneladas, gerando uma receita de 1,31 bilhão de dólares, ou cerca de R$ 7,3 bilhões.

Diante disso, o eventual aumento na carga tributária significaria que quase toda a receita obtida com as exportações para os EUA teria que ser revertida para o pagamento de tributos.

Setor não vê alternativas imediatas

laranja tarifas
Imagem: Canva

Para a CitrusBR, o risco ao setor é imediato e preocupante. Em nota, a entidade alertou:
“Não há, no curto prazo, mercados com capacidade de absorver esse volume adicional, o que pode colocar o setor em posição delicada.”

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Esse cenário traz insegurança para uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio brasileiro, que emprega milhares de trabalhadores e movimenta bilhões anualmente em divisas.

Riscos para o Brasil e o agronegócio

A elevação dos custos pode tornar o suco brasileiro menos competitivo no exterior, abrindo espaço para que concorrentes internacionais ganhem mercado. O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), com forte presença nos Estados Unidos e na Europa.

Caso as tarifas sejam efetivadas, empresas do setor podem ser forçadas a rever suas estratégias de produção, exportação e até empregos. O alerta da CitrusBR coloca em evidência a necessidade de diálogo diplomático entre os governos brasileiro e norte-americano para evitar prejuízos econômicos bilionários.

Com informações de: VEJA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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