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Falas de Lula a respeito da políticas de juros do BC dividem opinião de deputados

Os debates fervorosos iniciaram depois que um dos deputados convocou uma reunião com o atual gestor do BC. Saiba mais!

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa na posse de Aloízio Mercadante na presidência do BNDES, no Rio de Janeiro.

No plenário do Congresso Nacional, os deputados federais participaram de um extenso debate, nesta terça-feira (7), sobre críticas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu às políticas de juros do Banco Central (BC). 

O presidente Lula criticou a manutenção da taxa Selic a 13,75%, durante a cerimônia de posse de Aloizio Mercadante à presidência do BNDES. Além disso, ele fez duras observações acerca da autonomia do Banco Central, iniciada em 2021, no governo de Jair Messias Bolsonaro (PL). 

Críticas ao Banco Central

A desavença de opiniões no Congresso Nacional começou depois que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) propôs uma reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para abordar os rumos da economia brasileira.

Farias considera inaceitável que o líder da instituição financeira freie a economia do país ao manter os juros em altos patamares. Ademais, ele defendeu o posicionamento de Lula ao dizer: 

“Quando o presidente Lula se pronuncia e fala sobre juros, não é uma provocação. A preocupação dele é com o crescimento econômico, com a geração de empregos”, disse o deputado Lindbergh Farias.

Solicitação de parâmetros e criação de PL contra autonomia

Após o petista emitir sua opinião, os deputados Mauro Benevides Filho (PDT-CE) e Guilherme Boulos (PSol-SP) também criticaram a manutenção da taxa Selic e a postura adotada pelo presidente do Banco Central acerca do tema.

Benevides cobrou do BC o envio dos parâmetros para averiguar formas de aprimoramento da política monetária. Além disso, o parlamentar relatou que “não existe nenhum outro país que tenha uma taxa de juros comparada ao Brasil.”

Boulos, por sua vez, declarou que Roberto Campos Neto, pretende ser o “dono” da política de juro do país e que o presidente do BC tem ligação com ministros do governo Bolsonaro, mesmo com a corporação atuando de forma independente.

Além disso, Boulos afirmou que “manter essa taxa de juros tão alta é uma vergonha para o país” e disse que o seu partido irá apresentar um Projeto de Lei (PL) que visa reverter autonomia do Banco Central. 

Apoiadores de Campos Neto

Apesar das críticas por parte do governo e aliados, há parlamentares que são favoráveis às políticas de juros do Banco Central e contra os argumentos do presidente da República.  

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Dessa forma, o deputado federal Maurício Marcon (Pode-RS), por exemplo, afirmou que Campos Neto é “o melhor presidente do Banco Central do mundo. Talvez seja por isso que Lula queira derrubá-lo”.  

Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem feito “ataques” à emancipação do BC e que Lula pretende tirar a autonomia do banco. Porém, o parlamentar afirmou que não irá permitir a continuação dessa “farsa”.

Ao concordar com o colega, Marcon afirma que Lula pretende destituir Campos Neto do cargo para fazer com que o país seja, uma vez mais, uma economia que produza dinheiro.

Segundo o deputado, isso significa que o país irá “financiar obra na Argentina, em Cuba e na Venezuela. Isso vai gerar inflação, isso vai fazer com que o nosso País se torne uma Venezuela”.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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